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Orion Teixeira
Além do fato

Dos nove candidatos, só quatro serão mais competitivos

"Em vez de polarização, o atrasado quadro político da sucessão mineira será de pulverização, levando o estado a ter até nove candidatos a governador"

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 Kalil
Kalil Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press

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 Patrus Ananias
Patrus Ananias Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press

 

Mateus Simões
Mateus Simões Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press


Em vez de polarização, o atrasado quadro político da sucessão mineira será de pulverização, levando o estado a ter até nove candidatos a governador. Desses, apenas quatro serão mais competitivos: Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT). Os dois primeiros disputam como outsiders, candidaturas independentes, convencidos de que estarão no 2º turno, atraindo, na disputa final, os aliados nos campos opostos da polarização.


Mateus Simões terá como principal aliado o cargo de governador e a máquina pública para fortalecer. Patrus, a força do lulismo e sua trajetória petista. Além desses trunfos, todos terão também os pontos fracos.
Os partidos da polarização, o PT e o PL, deverão ir de candidatura própria. A opção petista foi resultado de conversas malsucedidas com aliados, entre eles Kalil e Gabriel Azevedo (MDB). Ambos não queriam associar a própria candidatura ao PT, temendo a rejeição petista. Jarbas Soares (PSB) não demonstrou força eleitoral suficiente para representar o palanque de Lula em Minas.


Já o senador Cleitinho Azevedo tem um pensamento semelhante ao de Kalil. Se chegar ao segundo turno, os aliados mais próximos virão por gravidade ou pelo chamado ‘voto útil’. No caso de Cleitinho, os da direita e extrema direita; de Kalil, do campo da esquerda. Cleitinho adotou a indefinição para não ter que fechar com o PL. Ele avalia que 30% de suas intenções de voto vêm dos eleitores de Lula, que acreditam que ambos pensam nos mais pobres. Se fechasse com o PL, perderia esse percentual.

Abandono de Pacheco


Um aliado de Jarbas Soares (PSB), que deverá entrar na chapa do PT de Patrus, avaliou que o senador Rodrigo Pacheco o abandonou. Primeiro, o levou a se filiar junto com ele no PSB para estarem juntos; segundo, prometeu que, caso não fosse candidato, viajaria com ele, durante dois meses, pelo interior mineiro, para apresentá-lo. A promessa de Pacheco não foi cumprida e Jarbas ficou sem amparo na campanha. Ex-procurador de Justiça, o descumprimento da palavra foi o primeiro aprendizado de Jarbas como político.


MDB e PT sem aliança


Um dirigente do PT ligou para outro do MDB querendo saber se dava para conversar e montar aliança com Patrus Ananias na cabeça de chapa. A resposta foi curta e grossa contra a possibilidade. Gabriel Azevedo tem dito: “com a cabeça do PT, não aceitamos”. Aliás, o MDB aceitava a aliança com o PT sem petista também na vice; apenas no Senado, com Marília Campos (PT). Reação do lado petista: “que pena!”.

Fim da copa, e agora?


Com o fim do Mundial, os políticos já não terão mais argumentos para adiar suas decisões eleitorais. E aí, Cleitinho vai disputar ou não? Gabriel Azevedo andou flertando com o PT, vai de candidatura própria e independente? O PL bolsonarista vai ter candidato?


Canoas dos prefeitos


Como é da natureza deles, os prefeitos atuam com os pés em duas canoas. Ficarão atentos aos desejos de suas bases e sobre aquele pré-candidato a governador que pontuar na frente. Não podem correr o risco de ficar do lado oposto ao futuro governador. O risco é passar os dois anos finais de mandato longe do Palácio da Liberdade, ou da Cidade Administrativa.


Pacto na sucessão da ALMG


Cresce a resistência à intervenção do deputado federal e presidente do PP, Pinheirinho, nos assuntos da Assembleia Legislativa. Ele fez acordo com um grupo de deputados do PT e aliados do presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), para eleger a irmã, Ione Pinheiro (União), ao Tribunal de Contas de Minas. Ione foi eleita na semana passada e deverá tomar posse no final do ano. Pinheirinho gostou do protagonismo e ampliou o pacto para a próxima disputa: a eleição do futuro presidente da Assembleia. Não definiram o nome do candidato a presidente, mas já têm um objetivo. Querem tirar o deputado João Magalhães (PSD) da disputa.


Consenso estranho


Pelo consenso, seis deputados estaduais que disputavam a eleição para conselheiro do Tribunal de Contas desistiram em favor de Ione Pinheiro. Um dos concorrentes, Thiago Cota (PDT), ficou tão impactado com o desfecho que decidiu não disputar a reeleição para deputado estadual. Está passando os votos de suas bases para o aliado João Magalhães, que, por defendê-lo, saiu chamuscado no processo eleitoral que elegeu Ione.

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TRE: pode e não pode


O TRE mineiro já divulgou em seu portal o Guia “Pode X Não Pode” da propaganda eleitoral. O material trata, de maneira simplificada e de fácil compreensão, as formas de propaganda que podem ser feitas no período eleitoral e aquelas que são proibidas. E mais, o que pode acarretar sanções. O material se destina a possíveis candidatas e candidatos, partidos políticos, federações e demais pessoas interessadas no assunto. São proibidos o uso de deep fake para prejudicar ou favorecer candidatura, chatbots, avatares e conteúdos sintéticos que simulem a interlocução com candidata, candidato ou pessoa real. Entre eles, o conteúdo fabricado ou manipulado (IA) para difundir fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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