Os anúncios de corte de preços feitos pela Petrobras nos últimos dias sinalizam para o fim, ou pelo menos uma pausa, nas cotações do petróleo. A desescalada do conflito entre Estados Unidos e Israel, contra o Irã. Com o anúncio de redução de R$0,35 por litro do óleo diesel a partir de agora, a estatal evita o reajuste nos postos com o fim da subvenção do governo federal para o derivado do petróleo em função dos aumentos da commodity com o fechamento no Estreito de Ormuz. As ações do governo, embora limitadas, evitaram uma disparada dos preços no curto prazo. Também o preço do querosene de aviação (QAV) foi reduzido em 14,5%, com corte de R$ 0,81 por litro a partir deste mês. A redução foi a segunda seguida, uma vez que no mês passado o litro do QAV ficou R$ 0,93 mais barato. Mas como os preços nos postos são livres, uma pesquisa feita pela Valecard, entre 1º e 26 de junho em mais de 25 mil postos credenciados no país mostra uma variação de preços dos combustíveis no território nacional.
O grande destaque da queda de preço, segundo a pesquisa da Valecard, foi o etanol, beneficiado pela safra de cana de açúcar. “Na média nacional, o etanol registrou uma redução de 3,64% em relação a maio, com o preço médio do litro caindo de R$ 4,619 para R$ 4,451. A gasolina e o diesel apresentaram recuos marginais, de 0,09% e 0,07%, respectivamente”, diz nota da Valecard. “O avanço da safra continuou ampliando a oferta de etanol no mercado, favorecendo novas reduções em praticamente todas as regiões produtoras. Ao mesmo tempo, a gasolina permaneceu estável mesmo após o reajuste anunciado pela Petrobras no fim de maio. Isso demonstra que o impacto esperado nas bombas foi absorvido por outros fatores da cadeia de distribuição, como a concorrência regional e a e a maior competitividade do etanol”, explica Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard.
Mas nos outros combustíveis a queda foi mais moderada. Segundo o levantamento, o diesel S-10 apresentou leve queda na média nacional em junho, com retração de 0,07% em relação ao mês anterior. Apesar da estabilidade observada no indicador nacional, o comportamento do combustível voltou a ser bastante heterogêneo entre as regiões brasileiras. Na região Sul, todos os estados registraram queda no preço do diesel S-10 durante junho. O Rio Grande do Sul manteve o menor preço médio do país, passando de R$ 6,813 em maio para R$ 6,626 em junho, redução de R$ 0,18 (-2,74%). Na sequência, Santa Catarina passou de R$ 7,159 para R$ 6,967, queda de R$ 0,19 (-2,68%), enquanto o Paraná recuou de R$ 7,187 para R$ 7,035, redução de R$ 0,152 (-2,11%).
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No Sudeste, o comportamento foi marcado por pequenas oscilações. O Espírito Santo apresentou a maior alta regional, passando de R$ 7,184 para R$ 7,410, aumento de R$ 0,226 (+3,15%). Minas Gerais permaneceu praticamente estável, com alta de 0,12%, enquanto São Paulo registrou redução de 0,85%, passando de R$ 7,324 para R$ 7,262. No Centro-Oeste, o cenário permaneceu relativamente estável. O Distrito Federal apresentou a maior queda regional, passando de R$ 7,204 para R$ 7,099, (-1,46%). Goiás também registrou redução, passando de R$ 7,052 para R$ 7,011 (-0,58%), enquanto Mato Grosso do Sul caiu de R$ 7,415 para R$ 7,375 (-0,54%).
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Os estados da região Norte voltaram a apresentar forte pressão sobre os preços do diesel S-10 em junho. Roraima registrou a maior alta percentual do país, passando de R$ 7,538 para R$ 8,062, aumento de R$ 0,524 (+6,95%). No Nordeste, o comportamento permaneceu misto. O Piauí manteve o maior preço médio do diesel S-10 no Brasil, passando de R$ 7,628 para R$ 7,825, alta de R$ 0,197 (+2,58%). Na contramão, Sergipe apresentou a principal queda da região, passando de R$ 7,570 para R$ 7,434, redução de R$ 0,136 (-1,80%). A perspectiva é de que, com a normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz os preços mantenham a tendência de queda nos próximos meses.
