Marcílio de Moraes
Marcílio De Moraes
Jornalista formado pela PUC Minas em 1988, com passagem pelos jornais Diário do Comércio e O Tempo. Trabalhou em coberturas de leilões de privatização e em feiras internacionais
NEGÓCIOS EM MINAS

Empresas convertem resíduo em receita em Minas Gerais

Desde o início do projeto, já foram vendidos 600 mil tijolos e a projeção de consumo é de até 2 mil toneladas de jarosita por ano

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Com as necessidades legais de dar destino aos resíduos industriais, as empresas mineiras estão transformando o que antes era um problema em receita comercial. Com um projeto de reúso de efluentes, a Copasa deixou de usar água potável para a atividade de limpeza interna e passou a utilizar água tratada de seus esgotos. “Só na Região Metropolitana de Belo Horizonte, essa troca já poupa 65 milhões de litros de água tratada e gera economia anual de R$ 1,8 milhão”, informa a empresa. A perspectiva é de que essa água de reúso seja comercializada para indústrias para uso no resfriamento de caldeiras, o que deve gerar uma receita de R$ 350 mil. Já a unidade industrial da Nexa Ressources, em Juiz de Fora transformou a jarosita um subproduto da produção de zinco que exige controle rigoroso, com rastreabilidade e destinação ambientalmente adequada por ser um sulfatado de coloração amarelo-ocre, em fonte de receita. Em parceria com a startup Geeco – Materiais e Engenharia desenvolveu um processo para incorporar a jarosita na fabricação de tijolos, funcionando como um aditivo. A fabricação com o uso do aditivo de jarosita é feita pela VRD Tijolos Ecológicos de Pedro Leopoldo. Desde o início do projeto já foram vendidos 600 mil tijolos e a projeção de consumo é de até 2 mil toneladas de jarosita por ano para a produção de tijolos ecológicos. A Nexa não abre o valor de venda da jarosita.

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Energia limpa

A Samarco, que hoje opera com 100% de energia renovável, quer manter esse percentual no futuro e para isso acaba de oficializar um acordo com a Casa dos Ventos para o fornecimento de 45 megawatts (MW) médios de energia renovável a partir de 2027. “O acordo prevê a participação societária da Samarco no Complexo Eólico Serra do Tigre, localizado entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, reforçando a estratégia da companhia como autoprodutora de energia limpa, renovável e avanço no processo de descarbonização”, diz a mineradora em nota. O acordo foi aprovado pelo Conselho Administrativo do Direito Econômico (Cade) no início da semana passada e as empresas vão formalizar e implementar a parceria a partir deste mês. “Esse modelo de autoprodução contribui para ampliar a previsibilidade dos custos de energia e reforça nossa estratégia de sustentabilidade e de buscar eficiência operacional e financeira com o uso de fontes renováveis", afirma Gustavo Selayzim, diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos da Samarco.


“A Copa do Mundo tem um forte apelo emocional para os brasileiros e isso se reflete diretamente na atividade econômica e movimenta diversos segmentos”

Gabriela Martins,
economista da Fecomércio MG

Nossas florestas

Com cerca de 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas, aproximadamente 22% da base florestal brasileira, distribuídos em 803 municípios, o equivalente a 94% do território mineiro, o setor florestal em Minas ainda faz a conservação de mais de 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa. Com relevância na produção nacional, Minas é protagonista no modelo que une produção, conservação e inovação e batizado de “florestas pensadas”. O conceito busca “reposicionar a percepção sobre as florestas cultivadas, destacando que elas são planejadas para produzir madeira renovável, conservar recursos naturais, recuperar áreas degradadas e atender às novas demandas da economia de baixo carbono”. “As florestas pensadas mostram que produção e preservação caminham juntas. Para cada 60 hectares de florestas cultivadas, o setor conserva outros 40 hectares de vegetação nativa. É o dobro do exigido por um dos códigos florestais mais rigorosos do mundo”, afirma Adriana Maugeri, presidente-executiva da Associação Mineira da Indústria Florestal (Amif).

Espaço novo

Com investimentos da ordem de R$ 30 milhões em uma nova área com cerca de 2 mil metros quadrados, o BH Shopping abre nova temporada de abertura de lojas, com a inauguração, na última semana, das lojas da Adidas, Asics, Nike, Urban e a nova área da Riachuelo, abertas ao público desde a terça-feira. Dentro de 30 dias está prevista a abertura da loja da Sephora e o planejamento prevê a abertura de uma loja New Balance, em setembro. As obras foram iniciadas em outubro de 2025. “A chegada dessas operações amplia nosso mix e fortalece a conveniência de reunir, em um só lugar, experiências, serviços e marcas desejadas pelo público”, afirma Simone Fiorello, superintendente do BH Shopping. A taxa média de ocupação do BH Shopping em 2025 foi de 99,0%, uma das mais altas entre os ativos da Multiplan.

Fitness

Com investimento de R$ 1,5 milhão e um espaço de 250 metros quadrados, a nova loja conceito da Life Fitness, líder em equipamentos fitness, será inaugurada no bairro Belvedere em Belo Horizonte. O espaço foi concebido como um hub de negócios, relacionamento, experiência imersiva, coworking e desenvolvimento do mercado fitness. Segundo a empresa, os clientes, parceiros, investidores e o público wellness poderão conhecer de perto as soluções, tecnologias e inovações da Life Fitness/Hammer Strength. “A estrutura segue o padrão das lojas da América Latina e, além de contar com a exposição de equipamentos variados do portfólio, incluindo a ultra Symbio Runner, avaliada em R$ 290 mil, oferece um ambiente contemporâneo, elegante e voltado à experiência premium do cliente”, informa a Life Fitness em nota. O portfólio reúne mais de 600 produtos, incluindo linhas de cardio e força com biomecânica avançada para treinos intensos.

É o amor

R$ 2 bilhões

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Deve ser o movimento do comércio mineiro com o Dia dos Namorados deste ano, segundo pesquisa da FCDL-MG. O tíquete médio dos presentes é estimado em R$ 277,50, com 63,5% dos consumidores indo às compras

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