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A vitória do Cruzeiro sobre o Barcelona, em Guaiaquil, na estreia da Libertadores, competição na qual chegou em quatro finais, ganhando o bicampeonato, foi para lavar a alma do torcedor. Apenas 1 a 0, mas com um significado gigantesco, diante do momento de transição pelo qual o time passa, agora sim, com um técnico de verdade. Quando pedi à China Azul para apoiar o goleiro Matheus Cunha, é porque eu sabia do potencial dele e da importância desse apoio. Matheus é um ótimo goleiro, sim, mas é uma posição onde se você não joga fica com reflexos mais lentos, e o ritmo de jogo é fundamental. O Cruzeiro quase não sofreu em sua defesa, mas na única bola difícil que foi ao gol, Matheus fez uma defesa gigantesca, embora o lance tivesse sido anulado, por impedimento do atacante do Barcelona. De qualquer forma, ele mostrou reflexo. Peguei informações sobre ele com amigos no Flamengo. Todos o elogiaram muito. E tenho uma filosofia: se é ele quem está no gol cruzeirense, a torcida deve mesmo apoiar. Se houver necessidade de outro goleiro, a diretoria e o técnico estarão atentos.
O Cruzeiro se organizou defensivamente, principalmente, com a entrada de Lucas Silva, jogador que dá grande sustentação ao setor. Quando Romero tiver condições de jogo, a coisa vai engrenar ainda mais, pois os dois são os pilares do sistema defensivo. Christian tem jogado muito bem, e Matheus Pereira dá aquele toque de classe e competência ao meio-campo. Aliás, fez um golaço em cruzamento de Fagner, que atuou muito bem, mesmo sem jogar os 90 minutos há algum tempo. Ele se superou. Quando a equipe joga coletivamente, um correndo para o outro, o outro correndo para o um, tudo funciona, e o que vimos em Guaiaquil foi um Cruzeiro coeso, sabedor da necessidade do resultado. Gostei muito do time. Fabrício Bruno cresceu de produção, JJ jogou bem até sair machucado e Villalba não comprometeu. Gerson fez seu melhor jogo, mas precisa produzir mais. Matheus Henrique necessita recuperar a velha forma e seu melhor futebol, mas, aos poucos, a coisa vai se ajustando.
Semana que vem o Mineirão deverá estar lotado para Cruzeiro e Universidad Católica. A vitória será fundamental para chegar aos 6 pontos, e um empate entre Boca e Barcelona seria o ideal. Depois, o Cabuloso pegará o Boca, também no Mineirão. Fazer 9 pontos nesses três primeiros jogos é tudo que o time estrelado precisa para tranquilizar sua gente e praticamente se garantir na próxima fase da Libertadores.
E o Brasileirão, Jaeci, como fica? Não tenho a menor dúvida de que o Cruzeiro vai subir e ocupar uma colocação digna, já que o título ficou difícil, por causa do mau começo. Mas essa de rebaixamento nunca passou pela minha cabeça. O Cruzeiro tem time para brigar lá em cima, como fez na temporada passada. Precisa apenas de tempo para Artur Jorge implementar sua filosofia de trabalho, conhecer melhor o grupo, e dar a ele a sua cara. É um técnico vencedor, que sabe como ganhar a Libertadores e o Cruzeiro jamais abrirá mão da competição. China Azul, fique tranquila. O Cruzeiro vai começar a pontuar bem no Brasileiro e ter uma ótima sequência.
Quando ao trabalho da diretoria, continua sendo de excelência e já há promessa de reforços para a janela, assim que a competição parar para a disputa da Copa do Mundo. Pedro Lourenço e Pedro Junio estão atentos ao mercado e farão contratações pontuais, de acordo com a necessidade do técnico e do time. Como é bom ver o Cruzeiro de volta à Libertadores, estreando com o pé direito. Sempre fui otimista com relação à Libertadores, pois esse gigante das Minas Gerais conhece os atalhos para chegar bem longe. Estou com o sentimento de que Cruzeiro e Flamengo farão a final em Montevideo, no Centenário, em novembro. Seria fantástico o Cruzeiro buscar o tri para se juntar a Santos, São Paulo, Palmeiras e Grêmio, afinal o Cabuloso sempre foi o grande representante das Gerais na competição Sul-Americana. Há muito trabalho a fazer e muito a melhorar, mas o cabuloso começa a mostrar sua competência e qualidade, para a alegria dos 14 milhões de cruzeirenses espalhados pelo planeta bola.
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Força Luís Roberto
Meu amigo-irmão Luís Roberto, com quem tive o primeiro contato na Copa das Confederações, em 1997, na Arábia Saudita, quando ele trabalhava na Rádio Globo, foi pego de surpresa em exame de rotina, com um problema médico que o tira da Copa do Mundo deste ano. Você é gigante meu irmão, e Deus está com você. Vai dar tudo certo e, em breve, você estará conosco, nas coberturas pelo mundo. Como narrador você é um fenômeno, mas como ser humano você é ainda melhor, insuperável. Estamos rezando e torcendo pela sua pronta recuperação. Conte comigo no que precisar.
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