Tite declarou em 2023: “se eu voltar a trabalhar nesta temporada de 2023, podem me chamar de mentiroso e sem palavra”, e voltou a trabalhar no Flamengo, em outubro daquele ano. Ou seja, é um cara “mentiroso e sem palavra”, como ele mesmo autorizou que o chamássemos. Leonardo Jardim, ano passado, disse: “a única verdade que vocês podem anotar é que no Brasil eu só trabalho no Cruzeiro”. Terça-feira, a afirmação caiu por terra, pois ele acaba de assinar contrato com o Flamengo e vai dirigir o time rubro-negro na decisão do Campeonato Carioca. Sou de uma época em que a palavra valia mais que uma assinatura, mas, no mundo atual, se a assinatura não vale, que dirá a palavra. O vento leva as palavras, mas, com a internet, tudo fica registrado e, lá na frente, o torcedor resgata e mostra quem tem e quem não tem palavra. Não importa o motivo que levou o cara a mudar de ideia, mas, nesses casos, não é mudança de ideia, e sim falta de palavra.

O ex-jogador Marques, comentarista da Itatiaia e meu colega no Alterosa no Ataque, programa de grande sucesso, disse muito bem em seu comentário: “no futebol há muita trairagem”. E há mesmo. Os jogadores de hoje em dia só jogam por dinheiro. É sabido, por exemplo, que alguns jogadores do Flamengo ficaram revoltados com contratações de atletas que chegaram ao clube ganhando mais do que os que lá estavam, inclusive medalhões, como Arrascaeta. Isso é fatal! Os caras vão minando o treinador, jogando mal e não dando o seu melhor. Como consequência, sobra sempre para o treinador, e foi isso o que aconteceu com Filipe Luís, depois de ganhar, em sequência, Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores. Não me lembro de um técnico que tenha conseguido essa façanha. Mesmo assim, foi demitido, de forma covarde, pelo presidente Bap e pelo executivo José Boto.

Porém, o castigo está vindo a cavalo. Boto se reuniu com os jogadores, no Ninho do Urubu, e ouviu deles apenas o silêncio. Ninguém o quer mais no clube, pois Filipe Luís era adorado pelos atletas, e Boto foi “traíra”, ao deixar o técnico ser demitido e ter dito que ele era contra a demissão. Mentira, pois se fosse contra teria pedido demissão, por questões éticas e morais, como fez Rodrigo Caio, levado por Filipe Luís para treinar os zagueiros. Boto não vai durar no cargo, e, cá pra nós, se fosse bom estaria na Europa, gerindo os grandes de lá. Um cara que paga R$ 260 milhões em Lucas Paquetá não pode ser um gestor sério. Incompetente ao extremo, “traíra” e covarde, assim como foi Bap. Demitir é um direito do presidente, mas há formas mais educadas, éticas e corretas de se demitir uma pessoa. Por telefone, mandando recado, é um desrespeito. Bap está se achando o dono do mundo, aquele que pode fazer o que bem entender. É preciso que ele entenda que está presidente do Flamengo, pois não é dono do clube, que pertence aos 50 milhões de torcedores, já que o Flamengo não é SAF.

Quanto a Tite, é mais do mesmo, outro que não tem palavra, pois ele mesmo afirmou em 2023, que poderíamos chamá-lo de sem palavra e mentiroso caso assumisse algum time naquela temporada. Assumiu o Flamengo, justamente em 9 de outubro de 2023, mostrando-se “mentiroso e sem palavra”, definições dele próprio. Esse é o futebol de hoje, onde técnicos e jogadores só trabalham movidos por dinheiro. Não há amor ao clube, com raras exceções. E para fechar, lembram-se quando Jhon Arias disse que se retornasse ao Brasil só jogaria pelo Fluminense? Pois é, depois do fracasso na Inglaterra, voltou ao Brasil para jogar no Palmeiras. Outro cara que não honrou sua palavra.

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