Jaeci Carvalho
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Samir Xaud faz bela gestão na CBF

Ele procura manter profissionais qualificados em vários postos e vai renovar com Carlo Ancelotti até 2030, conforme antecipei em Washington

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Quando Samir Xaud assumiu a cadeira de presidente da CBF, confesso que fiquei um tanto quanto reticente, pois ele não tinha histórico, nem história, para sentar na principal cadeira do nosso futebol. Médico por formação, jamais dirigiu uma entidade esportiva, mas tinha em casa o exemplo do pai, Zeca Xaud, presidente da Federação Roraimense de Futebol, de quem gosto muito. Para minha feliz surpresa, Samir Xaud está dando uma aula de gestão, procurando transformar o futebol brasileiro com decisões acertadas, profissionalizando a arbitragem, um dos nossos maiores problemas, e querendo reduzir o número de rebaixados da Série A para a B, com o que concordo plenamente. É inadmissível numa competição com 20 clubes caírem quatro, ou seja, 20% das equipes. Além disso, vai fazer a Copa do Brasil com decisão única, e eu também assino embaixo.

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Com Samir Xaud na presidência não há escândalos, ele procura manter profissionais qualificados em vários postos e vai renovar com Carlo Ancelotti até 2030, conforme antecipei em Washington, em entrevista com o melhor executivo do país, Rodrigo Caetano. Ancelotti é muito grande para ficar apenas um ano comandando nosso time. Com a prerrogativa de quem cobre a Seleção Brasileira e a CBF desde 1986 – talvez eu seja o jornalista mais antigo na cobertura do time canarinho – posso afirmar, depois de passar por vários presidentes e várias gestões, que Xaud está me surpreendendo de forma positiva, o que é muito bom para o nosso futebol tão maltratado ultimamente. Há uma desconfiança grande com a CBF, por causa de tantos escândalos que vivemos, porém é preciso dar tempo para que o novo presidente consiga realmente colocar a casa em ordem e fazer nosso futebol deslanchar.


Nesta Copa do Mundo, justamente por cobrir a Seleção há tantas décadas, eu cravo que o Brasil não será campeão, mesmo tendo no comando o melhor técnico do mundo. Embora eu saiba que a Copa do Mundo para as grandes seleções se define em três jogos, não vejo o Brasil com chances de superar França, Inglaterra, Argentina, Portugal, Espanha e Holanda, que estão alguns degraus à nossa frente. Três jogos porque, na primeira fase, a gente joga contra equipes fracas, nas oitavas, muito provavelmente, teremos uma seleção de segunda linha e, aí sim, nas quartas, os adversários fortes começam a aparecer. Então seriam quartas de final, semifinal e final. Porém, não temos times para seguir muito adiante. Vamos ter o maior período de jejum, pois até 2030 completaremos 28 anos sem ver a cor da Copa Fifa.


Entretanto, não acho que a torcida deva culpar Xaud. Ele assumiu há pouco tempo e faz o possível para pôr nosso futebol no topo. Com o técnico que temos e a qualidade de jovens jogadores, eles ganharão experiência neste Mundial aqui dos Estados Unidos, México e Canadá e poderão estar entre os grandes favoritos em 2030. O torcedor vai precisar ter um pouco mais de paciência, visando um hexa daqui a 4 anos. Encarar a realidade é fundamental para que cresçamos. Claro que todos sonham em levantar o troféu este ano, mas entre o sonho e a realidade há uma distância gigantesca. O próprio Ancelotti fará sua estreia em Copa do Mundo, e dirigir uma seleção é bem mais complicado do que um clube, onde você trabalha com os jogadores todos os dias.

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Enfim, sou um torcedor nato da Seleção Brasileira, mas jamais fui um “Pachecão”. Analiso com a vivência que a profissão que tanto amo me deu. São 301 coberturas internacionais, 10 Copas do Mundo, 11 Copas América, sete Copas das Confederações, cinco Olimpíadas e 14 finais de Champions League, com 73 países visitados. Além de viver há 10 anos como cidadão americano, aqui nos Estados Unidos. Acho que com 45 anos de jornalismo aprendi um pouquinho sobre o esporte bretão. Ao presidente Samir Xaud, que fez aniversário no último dia 25, e assim como eu é pisciano – o meu é 11 de março –, desejo toda sorte do mundo. Que ele continue trabalhando com qualidade, isenção e responsabilidade. A CBF pertence ao povo brasileiro, pois gere o maior patrimônio esportivo que é a nossa Seleção. Xaud terá meu apoio, sempre que acertar, e a minha crítica, toda vez que errar, sempre na mesma medida. Boa sorte, presidente!

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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