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O que leva um cidadão já rico e estabilizado financeiramente aceitar ser humilhado, xingado e, mesmo com uma rejeição recorde, não pedir demissão e ir para casa curtir sua família? A resposta, segundo uma psicóloga amiga minha, é simples: vaidade. Não há mais a menor condição de o técnico Tite permanecer no comando do Cruzeiro, onde em dois meses deixou terra arrasada. Jogadores que deram orgulho na temporada passada não conseguem render nem metade do futebol que praticavam, um preparo físico abaixo da crítica e jogos pífios. No fim do jogo contra o Corinthians (reserva) a torcida gritou: “adeus Tite, adeus Tite”. Não dá mais. Para de forçar a barra com um discurso prolixo de que “vai fazer história no Cruzeiro”. Aliás, já está fazendo, pois o time ocupa as últimas colocações no Brasileirão, pratica um futebol de dar dó e faz vexame numa temporada que tinha tudo para brilhar.
O Brasileirão já era. Dois pontos em 12 disputados é campanha de rebaixado, e foi justamente assim que ele começou em 2005 e rebaixou o Atlético Mineiro. As pessoas têm memória curta, pois quando o mandaram embora já era tarde. Contrataram outros dois treinadores, que não conseguiram evitar o rebaixamento. Tite sujou a história do Atlético e parece querer fazer o mesmo com o Cruzeiro. Tem um preparador físico muito fraco, uma comissão técnica confusa e ainda tenta promover seu filho a treinador. Tudo errado. O cara ficou seis anos na Seleção Brasileira, foi eliminado por duas seleções de segunda linhas do futebol mundial, deixou os jogadores chorando em campo e se escondeu no vestiário, fez o Brasil inteiro odiá-lo, e, não satisfeito, veio para o Cruzeiro para fazer o mesmo.
O torcedor do país sabe que ele é técnico de um time só e de uma campanha única, em 2012, quando foi campeão com o Corinthians, que Mano Menezes deixou pronto e saiu para assumir a Seleção. Tite vive desses títulos, e outro dia se gabou de “ter ganhado todos os títulos que um técnico poderia ter”. Ora, senhoras e senhores, Andrade foi campeão com o Flamengo, o saudoso Carlos Alberto Torres, também, e, nem por isso, vingaram como treinadores. Tite é uma grande mentira quando quer se colocar entre os grandes técnicos da história. Quando contratado, o presidente Pedro Lourenço disse: “trouxemos um técnico do tamanho do Cruzeiro”. Ledo engano! Tite jamais terá o tamanho do gigante cabuloso, muito pelo contrário, ele é pequeno demais para dirigir uma instituição tão grande. Os números mostram o erro que foi a contratação dele, e contra números e fatos não há argumento.
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Ainda há tempo de resolver o problema, mandando-o embora e trazendo um técnico de verdade, atualizado e com outro discurso. Claro que os jogadores têm culpa também, pois não estão mostrando o futebol do ano passado, mas isso é reflexo de serem comandados por alguém completamente desatualizado, que engana com um discurso prolixo, que não leva a lugar algum. Tite, peça demissão e saia pela porta da frente. É constrangedor ouvir o torcedor mandar você “tomar caju”. Aliás, eu não concordo com esse tipo de xingamento, falta de educação do nosso povo. Na Europa, você não ouve torcedores xingando um técnico ou jogador dessa maneira deselegante e grossa. Enfim, a escolha é sua. Ou pede demissão ou será demitido em breve. Não há outro caminho.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
