Depois de 28 anos de serviços prestados ao governo americano, o mineiro Eddie Anjos aposentou-se. A cerimônia foi marcada pela emoção.

“Foi um momento de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Tive a honra de ajudar todos os veteranos e suas famílias por décadas. Sei que quem me substituir fará o mesmo”, comentou o agora aposentado.

 

Eddie, como muitos de sua geração, foi para os Estados Unidos, adolescente, em 1986, como estudante de intercâmbio do Rotary Clube. “Comecei minha carreira como funcionário federal em 2006, trabalhando tanto no Departamento de Assuntos de Veteranos quanto no Departamento de Segurança Interna (Imigração, agora conhecido como USCIS).”

 

PAGAR ESTUDOS


Eddie lembra como tudo começou. “Um amigo meu do ensino médio se alistou no Corpo de Fuzileiros Navais e me contou. Na época, eu estava na faculdade e precisava de ajuda para pagar os estudos”, conta.

 

“Um dos principais benefícios que me chamou a atenção foi o auxílio-educação após deixar as Forças Armadas. Esse programa, conhecido como GI Bill, é um benefício do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA que oferece assistência educacional e de treinamento para militares da ativa, reservistas, membros da Guarda Nacional e suas famílias que atendam aos requisitos. Eu sempre tive um profundo respeito e apreço pelas Forças Armadas em geral”, afirma.


GUERRA DA BÓSNIA


O mineiro ingressou no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos em 1992, onde serviu até 2000, deixando o serviço como sargento. A única operação relacionada à guerra da qual participou foi na Bósnia.

 

“Decidi me aposentar mais cedo devido a problemas de saúde, incluindo a recuperação de uma cirurgia cardíaca e o diagnóstico de estenose carotídea. Meu cargo como diretor associado de operações em um hospital da administração de veteranos (VA) era extremamente exigente e estressante, demandando muito tempo, energia e responsabilidade.”

TRÊS ESTADOS

A última função na ativa de Eddie foi como diretor associado de operações ambulatoriais, onde foi responsável pela supervisão de cinco unidades de hospitais federais para veteranos na Flórida, no Alabama e no Mississippi.

 

“Até onde sei, nunca conheci outro brasileiro que trabalhasse para o governo federal. Talvez existam outros, mas pessoalmente nunca cruzei o caminho de nenhum”, diz ele, que é casado com Matthew Guyette e mora em Ohio.


PIXEL


O cinema de animação brasileiro é o foco da mostra de longa duração “Do traço ao pixel: Memórias da animação brasileira”, em cartaz no Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte.

Com curadoria de Soraia Nogueira Garabini e Sávio Leite, a mostra reúne, pela primeira vez em Belo Horizonte, obras, documentos, originais, objetos e materiais de estúdios e realizadores fundamentais para o desenvolvimento da animação no país, destacando sua relevância artística, histórica e comunicacional.

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Do desenho feito à mão às tecnologias digitais contemporâneas, a exposição ressalta como a animação brasileira construiu uma linguagem própria, marcada pela inventividade, pela experimentação técnica e pela resistência cultural.

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