A vida de folião não é fácil. Se chover, o risco de o carnaval ir por água abaixo é alto. Se o sol sair rachando, é preciso muito mais que leques e roupas leves (ou quase nenhuma) para a performance na avenida não decepcionar.
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Com o tempo firme, um alívio e tanto para os foliões de Belo Horizonte, o jeito foi improvisar. Sábado (14/2), por volta das 15h, o público na Praça Sete, à espera do Bloco da Calixto, encontrou nas sombras das árvores a melhor solução para encarar o verão.
O problema é que havia uma multidão para poucas árvores. Para ninguém ficar de fora e como prova de que o carnaval é democrático, as pessoas iam se espremendo para caber todo mundo. Mas quando o bloco chegou, aí não teve jeito: a Avenida Amazonas virou um mar de gente.
• AGENDA
A festa continua. Na segunda-feira (16/2), quem anima os foliões, das 10h às 17h, na varanda da Carijós é o DJ Zubreu e a Cia Gêmea; na terça-feira (17/2), DJ Black Josie e o CircoLar. A programação do Carnavaranda atende também ao público na Avenida Amazonas. Segunda-feira tocam Trio Lampião (11h), Aline Calixto (13h30), Odilara (16h); na terça-feira, Raquel Moreira (11h), OriSamba (13h30) e Lorena Reis (16h).
• HOMENAGEM AO CINE
Uma das atrações de sábado no Carnavaranda, a bateria da escola de samba Imperatriz de Venda Nova animou os foliões com repertório de marchinhas e sambas-enredos, mas a cereja do bolo – o samba-enredo da escola que vai homenagear o Cine Theatro Brasil – ficou guardada para o desfile de terça-feira, na Avenida dos Andradas.
Presidente da agremiação, Enderson Fernandes Romeiro, o Buda, contou que o samba não foi cantado porque o intérprete, Leo Capoeira, é da Cidade de Deus, do Rio de Janeiro, e chega no dia do desfile.
• FOLIA NO QUARTEIRÃO
Antes do meio-dia, também no sábado (14/2), o quarteirão fechado da Rua dos Carijós esteve o tempo todo lotado. Mas, ali, a ‘desculpa’ não era apenas a sombra dos prédios ao redor. Para os que tinham muita energia, a programação do Carnavaranda, projeto do Cine Theatro Brasil, que vai até terça-feira (17/2), com 21 atrações, das 9h às 17h, é sopa no mel. Impressionante como ninguém para ao som de DJs ou bandas. É uma energia de dar inveja.
• LANTERNINHA
Enderson Fernandes sabe da importância histórica do Cine Theatro Brasil para Belo Horizonte, mas foi pela relação direta do pai com o cinema que surgiu a ideia do enredo. Baltazar Luciano Romeiro, pai de Buda, trabalhou como contínuo e lanterninha do cine por muitos anos.
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“Ele contava muitas histórias. E eu ia ao cinema com frequência, onde vi filmes como ‘King Kong’ e ‘Super-homem’", relembra Buda. O desfile deve emocionar o público, ao mostrar uma réplica do prédio do cinema com mais de seis metros de altura e uma tela de cinema exibindo trechos de filmes que marcaram época.
