Avaliada em 10 milhões pelo jogador Richarlison, escritura registra venda de direitos sobre ilha em Angra por R$ 600 mil
Documento aponta que a M. Locadora transferiu à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, de willier Tomaz, os direitos de ocupação e as benfeitorias de uma área na Ilha Comprida, em 2022. Jogador afirmou ter investido cerca de R$ 10 milhões no local e disse não ter recebido o dinheiro de volta.
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Uma escritura pública que a coluna teve acesso, lavrada em julho de 2022, registra que saiu por R$ 600 mil a venda e a cessão de direitos de ocupação de um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). A negociação passou a integrar uma disputa judicial envolvendo o jogador Richarlison. O documento identifica a M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda. como vendedora e cedente dos direitos, e a WT Administração de Imóveis e Bens S/A como compradora.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Lavrada em 11 de julho de 2022 no 1º Ofício da Comarca de Angra dos Reis, a escritura descreve a transferência dos direitos de ocupação de uma área de marinha e das benfeitorias existentes no local. O documento registra que o preço de R$ 600 mil teria sido integralmente pago naquele ato, por meio de transferência eletrônica para uma conta de titularidade de Donato Capobianco Galvez, com anuência expressa de Maria Alice dos Santos Menna.
Leia Mais
A negociação envolve uma área de 1.435,50 metros quadrados, conforme documentos da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) juntados ao processo. O imóvel está submetido ao regime de ocupação de terreno pertencente à União. Ou seja, a operação não corresponde simplesmente à venda de uma propriedade privada em regime de domínio pleno, mas à transferência de direitos de ocupação e benfeitorias de um bem da união.
Richarlison perdeu a ação de retomada da ilha em todas as instâncias, mas Ministério público e Policia Federal investigam possíveis irregularidades.
O nome de Richarlison aparece em outra frente da controvérsia. Em ação judicial proposta por WT Administração de Imóveis e Bens S/A e Willer Tomaz de Souza, o jogador figura como réu. Em uma manifestação publicada por ele em seu perfil no Instagram, em 1º de julho de 2026, o atleta declarou: Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana!!!
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Apesar das manifestações públicas com as alegações de que foi vítima de uma possível apropriação indevida, o jogador foi derrotado em todas as instâncias e o processo encontra-se transitado e julgado. No entando, uma possível reviravolta é a esperança do jogador para recuperar o prejuízo que alega ter sofrido. O Ministério Público Federal e a Policia Federal investigam possíveis irregularidades durante a negociação.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.