O lago que esconde uma usina de 130 anos: o segredo submerso do Santuário do Caraça
Construída em 1893 para gerar luz, barragem do Tanque Grande é hoje um convite à contemplação da história e da natureza em Minas Gerais
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O Santuário do Caraça, a cerca de 120 quilômetros de Belo Horizonte, guarda uma história submersa em suas águas. Sob a superfície do lago conhecido como Tanque Grande, está a estrutura da segunda usina hidrelétrica de Minas Gerais, um projeto pioneiro do século XIX.
A barragem foi erguida em 1893 para levar luz elétrica ao antigo Colégio do Caraça, comandado por padres lazaristas. Em 20 de novembro daquele ano, a luz foi acesa, um feito notável para uma época em que o Brasil dependia de lamparinas. Durante o dia, a estrutura movia um engenho; à noite, um dínamo iluminava o colégio.
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A usina do Caraça foi a segunda de Minas Gerais, superada apenas pela de Marmelos, em Juiz de Fora, inaugurada em 1889. O sistema funcionou até 1959 e deu origem ao lago atual, com cerca de 400 metros de comprimento por 100 de largura, margeado por vegetação nativa.
“O Tanque Grande é um dos maiores tesouros do Caraça. Pouca gente imagina que aquele lago sereno foi, há mais de 130 anos, o coração de um projeto pioneiro”, afirma o padre Adalberto Costa, diretor administrativo do Santuário.
Hoje, o espelho d'água reflete a paisagem da serra e pode ser alcançado por uma trilha plana de 1,5 quilômetro. No entanto, o banho não é permitido no local, pois as águas são reservadas para contemplação e preservação.
Onde se refrescar no Caraça
Para os visitantes que procuram um banho, o santuário oferece diversas alternativas com cachoeiras e piscinas naturais. As opções incluem trilhas de diferentes níveis de dificuldade.
Cascatinha: a 2 quilômetros do centro histórico, possui quedas d’água e piscinas naturais.
Banho do Belchior: também a 2 quilômetros, é uma corredeira com várias piscinas naturais e acesso por caminho plano.
Tabuões: a 4 quilômetros, oferece uma grande piscina natural, corredeiras e uma pequena praia fluvial de areia.
Cascatona: localizada a 6 quilômetros, recompensa uma trilha pela Mata Atlântica com poços de água gelada ao pé de uma queda monumental.
Piscina do Caraça: a menos de 2 quilômetros, é uma opção rústica com água corrente e acessível de carro.
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Bocaina: vale com quedas d’água e piscinas naturais, com visitação limitada e que exige acompanhamento de guia credenciado.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
