Anna Marina*
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ANNA MARINA

O que as unhas dizem sobre sua saúde

Há determinados sinais que revelam mais do que problema estético; saiba identificá-los

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Sabia que mudanças na cor, textura ou formato das unhas podem indicar desde deficiências nutricionais até doenças respiratórias, cardíacas e infecções? Especialista explica quando esses sinais merecem investigação médica e por que ignorá-los pode atrasar um diagnóstico importante.

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Pequenas mudanças nas unhas costumam passar despercebidas, ignoradas ou colocadas na conta apenas da estética. Mas, em muitos casos, elas são importantes sinais do organismo para avisar sobre alterações que vão desde deficiências nutricionais até doenças que exigem acompanhamento médico.


Segundo o dr. Ernesto Alarcon, cirurgião geral especialista em videolaparoscopia, as unhas merecem tanta atenção quanto qualquer outro sinal clínico. Ele explica que as unhas podem refletir alterações que acontecem em diferentes órgãos e sistemas. Nem toda mudança significa uma doença grave, mas alterações persistentes nunca devem ser ignoradas.


A coloração é um dos primeiros aspectos que chamam a atenção e pode indicar diferentes condições de saúde. Veja o que o médico explica:


• Unhas amareladas costumam estar relacionadas a infecções por fungos, uso frequente de esmaltes, contato com produtos químicos ou tabagismo. Em alguns casos, também podem estar associadas à psoríase e doenças pulmonares.


• Unhas muito esbranquiçadas podem indicar deficiências nutricionais e merecem investigação quando persistem.


• Tonalidade azulada pode sinalizar redução da oxigenação do sangue, sendo observada em algumas doenças respiratórias e cardiovasculares.


• Manchas escuras, arroxeadas ou pretas geralmente aparecem após traumas, mas também podem estar relacionadas a infecções ou, mais raramente, a determinados tipos de câncer de pele.


Dr. Alarcon orienta que, quando a alteração permanece por semanas ou surge sem uma causa aparente, é importante procurar avaliação médica.


Em fevereiro de 2024, fiz uma viagem para Nova York. Nessa época do ano, lá é bem frio, neva e caminhamos muito. O uso de bota e tênis com meias grossas é natural. Não deu outra, a unha do meu dedão do pé ficou com sangue pisado. Já tem um ano e meio. O sangue já saiu todo, mas até hoje a região está descolada do dedo, e já vi que terei de procurar uma podóloga e, provavelmente, um médico.


Outro problema bastante frequente é a unha encravada. Apesar de ser comum em muitas pessoas, ela não deve ser subestimada. O problema geralmente está relacionado ao corte incorreto das unhas, ao uso de calçados apertados, traumas repetitivos ou até ao formato natural da unha.


Os sintomas costumam incluir: dor, vermelhidão, inchaço, sensibilidade e até mesmo saída de secreção em casos de infecção.


Nos quadros iniciais, medidas simples podem aliviar o problema, como higiene adequada, escalda-pés com água morna e uso de medicamentos prescritos pelo médico. Entretanto, quando há dor intensa, infecção recorrente ou dificuldade para caminhar, pode ser necessário realizar um procedimento cirúrgico para remover parcialmente ou totalmente a unha.O médico esclarece que quanto mais tempo o paciente adia o tratamento, maiores são as chances de inflamação e complicações locais.


Pequenos cuidados fazem diferença. Além da higiene diária, manter uma alimentação equilibrada, evitar traumas repetitivos e utilizar calçados adequados são medidas importantes para preservar a saúde das unhas.


O ideal é não recorrer à automedicação nem tentar esconder alterações apenas com esmaltes. Quando existe alguma mudança persistente, a avaliação médica é o caminho mais seguro para identificar a causa e indicar o tratamento adequado.

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* Isabela Teixeira da Costa/Interina

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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