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Pra mim já deu. O voo da Porter Airlines que saía da Colúmbia Britânica com destino ao Canadá, na quinta-feira (10/8), foi cancelado porque uma criança – acompanhada dos pais – não quis sentar e afivelar o cinto de segurança na decolagem.
Com isso, o piloto retornou ao hangar e todos os passageiros desceram. Segundo publicado nos jornais internacionais, o tempo necessário para conectar a aeronave, desembarcar os passageiros, recuperar suas bagagens, preencher novamente os planos de voo e outros documentos seria tarde demais para nova decolagem, porque a pista do aeroporto fecha à 0h30, conforme comunicado emitido.
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O voo foi cancelado. A aeronave tem 132 assentos, mas não foi informado quantos passageiros estavam a bordo e foram prejudicados pela atitude dessa criança. Nem os pais e nem os comissários conseguiram fazer a criança – que não teve sua idade divulgada – obedecer a norma.
Que me desculpem todos os psicólogos, educadores e defensores de que pais não podem contrariar as crianças. Pais são obrigados a corrigir, educar, ensinar limites, mostrar que existem leis e normas que precisam ser respeitadas e cumpridas. A criança tem que entender que não é “dono do mundo” e que não pode fazer o que quiser e que todo mundo tem que atender a sua demanda, ou melhor, a sua birra.
Numa hora dessas, um tapa no bumbum tem o seu lugar. Quando era criança e adolescente, levei umas palmadas, mas, hoje, não lembro de nenhuma que possa dizer que não foi merecida. Para falar a verdade, nem lembro muito delas, porque foram necessárias e justas.
Mas nem falo disso. Mães do século 20 corrigiam no olhar. A sobrancelha alta, a testa franzida, o olhar profundo, a virada de cabeça ou os lábios cerrados. Cada mãe tinha seu sinal. As crianças viam e obedeciam. Era respeito. Atualmente, a impressão que dá é que os pais não se importam e não educam. O que importa é não frustrar a criança.
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Agora, concordar que mais de 100 pessoas tenham prejuízos por causa de uma criança? E não me refiro aos prejuízos financeiros, mas quantos compromissos foram perdidos? E se formos contar os financeiros... A companhia aérea teve que dar hotel e alimentação e acomodar todos em outro voo no dia seguinte. Será que alguém vai defender essa atitude?
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
