Ajudar os outros pode retardar o envelhecimento cerebral
Pesquisas apontaram que atividades solidárias, como o voluntariado, fazem bem para a saúde cognitiva
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Já conhecemos bem a lista de coisas a fazer para manter a saúde cerebral: atividade física regular, alimentação saudável e dormir bem. Agora há um conselho novo e surpreendente para estimular a função cognitiva: ajude as pessoas.
Você sabia que atos de bondade podem ser antídotos eficazes contra a demência? Estudo de 2025 publicado na revista Social Science & Medicine apontou que ajudar os outros pode melhorar a função cognitiva e retardar o envelhecimento cerebral. Isso se dá praticando o voluntariado ou, então, simplesmente estendendo a mão a quem precisa.
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O “Estudo de saúde e aposentadoria” acompanhou 30 mil americanos com 51 anos ou mais ao longo de duas décadas, examinando dois tipos de atividades de ajuda. Concluiu-se que essas ações afetam a função cognitiva na terceira idade, medida por testes de memória, atenção e processamento mental.
Entrevistados relataram se praticavam trabalhos voluntários formais (em organizações religiosas, educacionais, de saúde ou de caridade) ou prestavam ajuda informal, auxiliando amigos, vizinhos ou parentes.
De modo geral, a atitude solidária melhorou a função cognitiva de quem ajudava e retardou o declínio cognitivo, enquanto parar de ajudar teve o efeito oposto.
Mais nem sempre é melhor. Os maiores ganhos estão ligados a níveis confortáveis de dedicação. O nível moderado de ajuda (cerca de duas a quatro horas por semana) está consistentemente associado a ganhos cognitivos relevantes.
Esta ajuda se diferencia de atividades solitárias que enriquecem o cérebro, como ler e fazer quebra-cabeças. Ela envolve interação humana em tempo real, troca emocional e senso de propósito, elementos que trabalham juntos para apoiar a saúde cognitiva.
Pesquisas apontaram que tais ações combatem o estresse, reduzem inflamações, promovem a saúde do coração e retardam o declínio físico.
No início, a atividade pode ocorrer na tarde ou manhã de sábado ou domingo, a cada uma ou duas semanas, e depois ampliada para uma ou duas vezes semanais, observando-se os limites mentais, físicos e financeiros da pessoa.
Para os idosos, limitações físicas podem representar desafios adicionais ao ajudar os outros. No entanto, há atividades solidárias que não são fisicamente exigentes.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
