Anna Marina*
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COMPORTAMENTO

Mente no 'piloto automático' x mente imperturbável (2)

O modo automático é necessário à rotina. O ponto central é não permitir que ele conduza decisões que impactam carreira, relacionamentos e saúde emocional

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Hoje publico a última parte do artigo da escritora Eliane Sato, especialista em neurociência aplicada ao comportamento humano. Confira a seguir:

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“O desenvolvimento de uma mente imperturbável exige autoconsciência, sendo ela sustentada pelo amor-próprio entendido como responsabilidade emocional.

Amar a si mesmo, nesse contexto, não é discurso motivacional, mas uma prática regulatória, que significa reconhecer limites fisiológicos e psicológicos, validar autorrespeito e interromper ciclos automáticos que já não funcionam.

A autorregulação nasce da observação interna. É ali que a pessoa identifica seus gatilhos emocionais, compreende seus padrões e assume responsabilidade pelas próprias respostas, e deixa de operar exclusivamente por condicionamento.

O 'piloto automático' é útil enquanto permite dar conta da rotina, cumprir prazos, responder mensagens, resolver tarefas repetidas sem desgaste excessivo. O problema começa quando esse modo deixa de atuar apenas nas atividades operacionais e passa a comandar decisões importantes.

É no automático que alguém responde uma crítica de forma impulsiva e depois se arrepende, ou aceita uma demanda mesmo já sobrecarregado. É permanecer em relações desgastadas por inércia, repetir padrões profissionais que não trazem mais crescimento, mas que oferecem sensação de segurança.

A mente imperturbável funciona de outra maneira. Ela não elimina a emoção, mas cria um intervalo antes da reação. Diante de uma provocação, existe uma pausa, assim como frente a uma escolha relevante, opta-se por reflexão.

Não se trata de abandonar o modo automático, pois ele é necessário para a rotina. O ponto central é não permitir que ele conduza decisões que impactam carreira, relacionamentos e saúde emocional.

Desenvolver uma mente imperturbável passa por práticas simples e consistentes: reconhecer limites, identificar gatilhos emocionais, questionar reações imediatas e alinhar escolhas com valores pessoais.

Sobreviver é apenas cumprir tarefas, mas viver com consciência é saber por que se está cumprindo cada uma delas, e observar se elas ainda fazem sentido.”

Isabela Teixeira da Costa/Interina

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• Estou saindo de férias, por isso a coluna dará um tempinho. Retornamos em 25 de maio.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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