Bullying: como reconhecer os sinais e agir a tempo
A maioria das vítimas não pede ajuda, por medo ou vergonha A comunicação entre pais e escola é a principal ferramenta de combate ao problema
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Bullying é um problema sério e complexo que afeta crianças e adolescentes nas escolas, exigindo atenção permanente de pais e educadores. Agressões verbais, físicas ou psicológicas, quando repetitivas e intencionais, deixam marcas profundas e podem comprometer o desenvolvimento saudável das vítimas. Por isso, a parceria entre família e escola é fundamental para identificar os sinais e intervir de forma eficaz.
Bullying é crime – e não brincadeira de mau gosto. Mas como reconhecer se seu filho está sendo vítima desse tipo de assédio?
Na maioria das vezes, a vítima não pede ajuda diretamente, por medo ou vergonha. Então, temos de prestar atenção em mudanças de comportamento, como queda repentina no rendimento escolar; resistência ou recusa em ir à escola; isolamento social, evitando amigos e atividades em grupo; alterações de humor, como irritabilidade, tristeza ou ansiedade; queixas físicas frequentes, como dores de cabeça ou de estômago, sem causa aparente; aparecimento de hematomas ou arranhões inexplicados.
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A comunicação aberta entre pais e a instituição de ensino é a principal ferramenta para combater o bullying. Ao perceber qualquer um dos sinais, os responsáveis devem procurar a coordenação pedagógica da escola e relatar a situação. É crucial que a abordagem seja colaborativa, focada em proteger a vítima e educar o agressor, sem tom de acusação.
É importante saber distinguir brincadeira de bullying. A principal diferença está na intenção, na repetição e no desequilíbrio de poder. Bullying envolve agressões contínuas com o objetivo claro de humilhar, intimidar ou causar sofrimento. Quando a “brincadeira” causa dor e constrangimento, ela se torna um problema que precisa ser enfrentado.
Quando eu era pequena, o que mais existia eram brincadeiras e apelidos provocativos. Alguns colegas ficavam com raiva, a turma ria, mas não me lembro de ninguém com problemas psicológicos por causa disso. Não sei se as crianças de hoje ficaram mais maldosas, se os pais estão mais superprotetores ou supervalorizam essas coisas. Fato é que as crianças estão mais sensíveis, sofrendo por qualquer coisa, e há ações que realmente ferem muito.
O importante é sabermos perceber a diferença para que a criança ou adolescente aprenda a lidar com atitudes jocosas, mas também saiba se defender e pedir socorro contra as maldades.
Para quem não sabe, existe legislação contra esse tipo de assédio no Brasil. A Lei nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, reforçando a gravidade do bullying.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
