Anna Marina
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COMPORTAMENTO

Cerimônias de casamento e seu complicado código de vestimenta

Se o foco da cerimônia é a união entre as pessoas, o código de vestimenta deveria ser apenas sugestão, jamais imposição que gera desconforto

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Recebi material que achei interessante e até engraçado. Como vou casar uma filha, estou mergulhada no tema e por isso achei que vale compartilhar o que uma leitora enviou:

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“Nada como um casamento para testar os limites da nossa paciência. É momento de celebração, certo? Reunião de amigos e familiares para comemorar o amor. Mas e quando a imposição do código de vestimenta se torna fonte de estresse? Quando as expectativas parecem mais uma cobrança do que convite?

Recentemente, recebi convite para um casamento aparentemente simples, mas com uma particularidade que me fez questionar o real propósito do evento e até da minha presença: o código de vestimenta. Dizia assim: “Traje formal, mas com um toque sofisticado. Algo chic, mas não excessivamente elegante, com um toque pessoal”. E foi aí que tudo começou.

Seria razoável pensar que o código de vestimenta, que deve ser apenas uma sugestão para criar atmosfera coerente e agradável, tivesse o efeito contrário, transformando um simples convite em dor de cabeça.

Afinal, quem define o que é 'chic'? Quem estabelece o limite entre 'elegante' e 'excessivamente elegante'? E, por fim, o que significa 'toque pessoal' em uma roupa, se não mais uma forma disfarçada de censurar a nossa liberdade de expressão?

A grande questão é: por que a necessidade de controle tão minucioso? O que está em jogo? O prazer de ver todos alinhados, como se estivessem em um desfile de moda, em vez de simplesmente celebrando a união de duas pessoas? Quando o código de vestimenta começa a ser mais importante do que o motivo real do evento, algo está errado.

O vestido de festa que escolhi, como tantos outros, teve de ser descartado porque não se encaixava nos parâmetros impostos. No final das contas, acabei escolhendo opção 'mais segura', temendo ser observada como a única que não estava à altura. E é exatamente esse o ponto.

Em vez de focarmos no amor, nas risadas, no momento compartilhado, acabamos nos perdendo na necessidade de agradar aos outros, especialmente ao anfitrião, e garantir que nossa aparência esteja no centro de uma avaliação. O código de vestimenta, que se origina da intenção de elegância e harmonia, se transforma em pressão insustentável para quem já está lutando para estar presente, emocional e fisicamente.

Acho que o problema é justamente este: o casamento, que deveria ser um momento leve e sem expectativas, acaba sendo um evento que cobra de todos nós o 'padrão'. Em vez de relaxar e aproveitar a festa, somos guiados pela dúvida sobre se estamos fazendo parte do espetáculo da maneira certa.

Se o foco do evento é a união entre as pessoas, o código de vestimenta deveria ser apenas sugestão e nunca o fator que gera desconforto. Afinal, ninguém deve sentir que precisa se esconder atrás da roupa para estar à altura de um momento tão importante. Se é o amor que une as pessoas, o que realmente importa é a atitude, não a cor do vestido.

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No final das contas, espero que, um dia, o código de vestimenta deixe de ser convenção e se transforme em algo que acrescente à celebração, e não que nos faça questionar a nossa identidade no evento. Porque, no fim, o casamento deve ser sobre quem somos, não sobre quem tentamos ser.”

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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