Anna Marina
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ANNA MARINA

Você fica trocando de par e apresentando aos filhos?

Crianças precisam de estabilidade emocional, de previsibilidade, de segurança, não de constantes mudanças, não de figuras que entram e saem da rotina afetiva

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Na vida moderna, em que casamentos acabam e namorados entram e saem da vida das mães e dos pais, é preciso ter um pouco de responsabilidade com relação à convivência dessas novas pessoas com os filhos, principalmente quando ainda são crianças.

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Muitas pessoas trocam de par e vão logo apresentando a novidade para os filhos, como se isso fosse algo simples, natural, automático, e como se o emocional não pesasse nessa história. Para o adulto, é conhecimento, tentativa, escolha, possibilidade de recomeço. Para a criança, é impacto direto. Cada pessoa nova apresentada gera curiosidade, expectativa e confusão.


A criança observa em silêncio, tenta entender o ambiente, perceber se pode confiar, se deve se apegar, por quanto tempo aquela pessoa ficará ou se também irá embora. Raramente ela pergunta, nem sempre fala o que sente, mas sente, e muito. Cada relação que começa cria algum tipo de vínculo, mesmo que superficial, e, quando a relação termina, algo se rompe, mesmo sem brigas. A ausência ensina, e ensina cedo demais.


Crianças precisam de estabilidade emocional, de previsibilidade, de segurança, não de constantes mudanças, não de figuras que entram e saem de suas rotinas afetivas. O problema não é namorar, não é tentar ser feliz novamente, mas a pressa e a falta de cuidado ao expor os filhos a relações instáveis.
Lares deveriam ser espaços de segurança, e quando tudo muda o tempo todo, a criança aprende a conviver com a incerteza, a não se apegar ou, ao contrário, a se apegar demais por medo de perder. Especialistas alertam que vínculos rompidos repetidamente podem gerar insegurança emocional, medo de abandono, dificuldade de confiar nas pessoas e ansiedade silenciosa.


O adulto escolhe recomeçar; a criança não escolhe participar dessas mudanças, apenas vive as consequências no dia a dia, sem compreender o que está acontecendo. Apresentar alguém aos filhos deveria ser um passo pensado, consciente, responsável, e não um teste emocional ou uma tentativa sem certeza.


Estabilidade não é perfeição, é cuidado, é maturidade, é responsabilidade afetiva. O amor adulto não pode ser um experimento infantil.

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Antes de apresentar alguém, é preciso refletir se essa pessoa realmente fará parte da vida da família ou se é apenas mais uma passagem. Cuidar dos filhos é protegê-los emocionalmente, entender que nem todo namoro precisa ser apresentado, que nem toda relação é duradoura e que o tempo certo, a cautela e o respeito aos sentimentos infantis também são formas de amor, porque crescer já é difícil o suficiente.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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