Por que estão mudando o que é bom?
Vários produtos vêm sendo modificados na surdina, mas o consumidor percebe, não gosta e vai espalhando no boca a boca
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Um velho ditado diz que não se mexe em time que está ganhando. Mas, pelo visto, muitos empresários, ou fabricantes, se esqueceram dele e vão acabar colhendo prejuízo.
Natal foi dia de reunir a família. A conversa rolou solta por todo tipo de assunto e chegamos às coisas que vêm sendo mudadas na surdina, mas o consumidor percebe, não gosta e vai espalhando no boca a boca, a propaganda mais eficaz que existe.
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Desde que fiz cirurgia bariátrica, preciso comer algo salgado no café da manhã. Optei por uma fatia de pão integral torrado com requeijão, porque queijo e ovo são pesados para mim pela manhã.
Experimentei vários tipos e encontrei no Itambé o que tem a quantidade de sal suficiente.
Mas agora a marca colocou no mercado o requeijão em embalagem plástica. Algumas vezes não encontro o produto no tradicional copo de vidro, tenho de comprá-lo no copo plástico. Percebi que o sabor está diferente. Já comecei a reclamar comigo mesma.
Antes do Natal, resolvi ler a nova embalagem e está escrito lá: nova fórmula ou nova receita, não me lembro. Pra quê? Dizem que é para facilitar espalhar. Não era difícil. “Ralearam” o requeijão, provavelmente estão economizando alguma matéria-prima para reduzir o custo, mas continuam cobrando o mesmo valor na venda.
Outros que resolveram inventar moda foram os fabricantes de biscoito maisena, saborizando o coitado, que era delicioso, com manteiga. Só não ficou mais enjoativo porque é um só.
Sou a doida do biscoito. Amo biscoito com café. Todo biscoito novo que vejo compro para experimentar. Alguns são clássicos. Esses, se mudarem, acho até que vou lá no fabricante e brigo. Como são mais artesanais, a reclamação fica mais fácil.
Outro produto em que resolveram mexer foi o Halls. Antes, era retangular, oitavado, grande, parecia pedra semipreciosa. Era fácil de abrir e muito saboroso. Agora diminuíram o tamanho, ele está grudento, melecoso. O papel gruda e fica difícil abrir. Perdeu totalmente a qualidade.
Por sinal, a maioria dos produtos diminuiu de tamanho há alguns anos. Maneira de ganhar mais dinheiro, pagamos mais por menos.
Porém, também tenho de elogiar. Certas coisas continuam fazendo grande sucesso, pois fabricantes não abrem mão da qualidade e da receita original, como é o caso dos pastéis da Marília de Dirceu, dos produtos da Casa da Serra, das massas do Sentido do Gosto, dos congelados da Segredos Caseiros. Tudo nessas casas é delicioso. Por favor, continuem assim.
DTem coisa melhor do que o Roselanches abrir loja aqui na cidade? É um céu verdadeiro. Foi por causa deles que conheci, por meio de uma amiga, o pão de queijo pipoquinha, que outras marcas tentam copiar mas não conseguem. Um supermercado chegou bem próximo da qualidade deles, mas as outras marcas... são um desastre.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
