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Tradição e uma boa dose de ousadia. Foi assim que a francesa Hermès e a espanhola Loewe apresentaram as respectivas propostas para o outono-inverno 2024/2025 na Semana da Moda Masculina, em Paris.
As duas casas de luxo, nascidas no século 19 em torno da produção de couro, cultivam o mesmo tipo de clientela, mas exibiram peças bem diferentes, informa a Agência France Presse.
Com roupas de couro amarradas abaixo da cintura, a Loewe optou pelo humor. O diretor-artístico Jonathan Anderson apresentou, por exemplo, a jaqueta de couro em estilo motociclista que se transforma em calças enormes, com o mesmo tipo de zíper prateado.
Outras calças têm corte mais clássico, mas são acompanhadas por uma espécie de semicinturão – a língua de couro da etiqueta Loewe surge na parte de trás da peça. A fivela fica solta na parte da frente.
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Por sua vez, a Hermès optou por desfile mais solene, com cores sóbrias. Véronique Nichanian propôs um homem ativo e urbano que não abre mão de ser chique. Destacaram-se suéteres de alpaca e sobretudos bem cortados. A sóbria paleta de cores vai do preto ao marrom escuro. Mas a Hermès se permitiu toques de azul acinzentado em um colete e o verde-maçã em jaquetas e suéteres.
A Loewe exibiu um terno de lã cinza em risca-de-giz, de corte impecável, mas as calças foram enfiadas debaixo das meias brancas – e estas, por sua vez, usadas com tênis de stake. Suéteres surgiram na passarela em verde pistache. E calças em amarelo-limão.
“As peças (de roupa) são unidas umas às outras: os sapatos às meias, as meias às calças, as calças à jaqueta ou ao sobretudo, o cinto à cintura, em uma tentativa sarcástica de impor, em vez de propor, um olhar muito parecido com o que ocorre na realidade na colagem em que todos vivemos”, explicou a Lowe, em nota à imprensa.
Nas palavras de Véronique Nichanian, no desfile da Hermès “a silhueta vibra, animada por uma efervescência pop, lúdica”. E ela não deixou de ousar, à sua maneira: os sapatos, encomendados à casa Pierre Hardy, parecem tamancos em tons de vinho.
Hermès e Loewe coincidiram em um detalhe: o cenário branco para apresentar as respectivas coleções. Jonathan Anderson, aliás, mostrou suas criações sob grandes quadros digitais do artista Richard Hawkins, obcecado pelo nu masculino, como uma reflexão sobre a sociedade atual e a celebridade. Na plateia, claro, havia astros e estrelas de Hollywood.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.