Como funciona uma decolagem e por que os primeiros minutos são os mais críticos?
Descubra os bastidores da fase do voo que requer mais atenção: entenda as forças aerodinâmicas e a tecnologia que garantem a segurança de cada partida
compartilhe
A decolagem e o pouso são as fases mais complicadas de um voo e concentram a maioria dos acidentes aéreos. Por envolver uma combinação de fatores aerodinâmicos, mecânicos e humanos para atingir a altitude desejada com eficiência e segurança, a operação exige atenção redobrada dos pilotos.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O processo começa com a aeronave alinhada na pista. O piloto eleva a potência dos motores para ganhar velocidade e produzir sustentação nas asas, força que vence a gravidade e permite subir. Ao alcançar a velocidade de decolagem, o piloto inclina o nariz do avião para cima, manobra que aumenta o ângulo de ataque das asas e a sustentação, elevando o veículo do solo.
Leia Mais
Melhor assento no avião: o segredo para um voo estável e sem sustos
Despressurização em voo: o que acontece com o corpo a 10 mil metros
Piloto ironizou falhas antes de queda da Voepass e comparou avião a "fusquinha"
Fatores que influenciam a decolagem
A performance da aeronave depende de elementos mecânicos e condições externas:
velocidade: patamar mínimo para o ar fluir sobre as asas e produzir sustentação;
ângulo de ataque: medida entre a corda da asa e a direção do vento relativo, cuja ampliação na rotação eleva a sustentação;
potência dos motores: força que acelera o avião na pista e mantém a velocidade de subida;
configuração dos flaps: dispositivos móveis que ampliam a curvatura da asa para gerar sustentação em baixas velocidades;
condições ambientais: vento, temperatura e pressão atmosférica que afetam a resposta do avião.
Etapas da manobra
O procedimento segue etapas estabelecidas que orientam o trabalho dos pilotos:
taxiamento: deslocamento até a cabeceira da pista guiado pelas instruções da torre de controle;
alinhamento na pista: posicionamento da aeronave na linha central;
aceleração: acionamento dos motores para ganhar velocidade;
rotação: puxada suave do manche ao atingir a velocidade de decolagem para erguer o nariz;
subida inicial: saída do solo com velocidade e inclinação adequadas;
retratação do trem de pouso: recolhimento do equipamento para reduzir o arrasto após ganhar altitude.
Por que o início é crítico?
Para entender, basta pensar que um avião é projetado para funcionar em altas alturas e velocidades. Quando ele está mais próximo ao chão e com velocidade reduzida, torna-se essencial a atenção redobrada, uma vez que sua estrutura não foi majoritariamente pensada com esse tipo de movimentação em mente. Afinal, um avião passa mais tempo total voando do que decolando ou pousando. Além disso, a proximidade da terra traz consigo uma série de fatores que dificultam a previsibilidade do voo, como a maior resistência do ar e as condições da pista de decolagem.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria