Financiamento de imóvel de luxo: como funciona para jovens
Crédito de R$ 2,2 milhões em 35 anos exige renda compatível; entenda juros, prestações e planejamento financeiro
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O crime envolvendo Elize Matsunaga e o assassinato de seu marido, Marcos Matsunaga, ocorreu no apartamento de luxo do casal que na época— em 2012— já chamou atenção do público pelo alto padrão. A cobertura triplex localizada na Zona Oeste de São Paulo, foi colocada a venda pelos pais de Marcos, gerando uma dúvida comum: é possível obter um crédito imobiliário de alto valor? O caminho para o feito exige uma renda mensal compatível com as parcelas.
O financiamento de uma propriedade nesse patamar, geralmente fora de programas habitacionais subsidiados e operado com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), funciona de maneira semelhante a outros créditos imobiliários, porém com critérios de aprovação mais rigorosos. Trata-se de um empréstimo de longo prazo, que pode se estender por até 35 anos, no qual o próprio imóvel serve como garantia para o banco até a quitação total da dívida.
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Qual a renda necessária para financiar um imóvel de R$ 2,2 milhões?
Não há um valor fixo, mas é possível estimar. Considerando a regra de que a prestação não deve comprometer mais de 30% da renda bruta mensal, para um financiamento de R$ 2,2 milhões seria necessária uma renda familiar estimada entre R$ 60 mil e R$ 70 mil, dependendo da taxa de juros e do prazo contratado.
Dessa forma, a análise de crédito vai muito além do salário. No caso de profissionais autônomos, empresários e figuras públicas, como o próprio deputado, os bancos consideram a soma de todas as fontes de renda comprovadas, como lucros de empresas, recebimento de dividendos, royalties de livros e pagamentos por palestras, para compor o montante necessário.
Qual o valor da entrada em um imóvel de luxo?
Um dos maiores desafios para obter um financiamento de alto valor é o pagamento da entrada. Para imóveis nessa faixa de preço, os bancos costumam exigir um valor inicial mínimo de 20% a 30% do total. Em uma propriedade de R$ 2,2 milhões, isso representa um montante entre R$ 440 mil e R$ 660 mil, que deve ser pago com recursos próprios.
O que mais os bancos analisam antes de aprovar o crédito?
A aprovação de um crédito de alto valor depende de uma análise minuciosa do perfil do comprador. Além da renda e da entrada, os bancos avaliam um conjunto de fatores para decidir se liberam ou não o financiamento. Os principais pontos observados são:
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Histórico de crédito: um bom score de crédito e um histórico de pagador em dia são fundamentais.
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Estabilidade profissional: o banco busca garantias de que o comprador terá condições de arcar com as parcelas a longo prazo.
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Relacionamento com a instituição: ser cliente do banco há mais tempo e ter um bom relacionamento pode facilitar o processo e garantir melhores taxas.
Planejamento financeiro para jovens: quais os desafios?
Para o público jovem, o principal desafio é construir um patrimônio inicial que permita dar uma entrada significativa e comprovar uma renda elevada e estável. A diversificação das fontes de receita e um planejamento financeiro disciplinado, podem permitir acumular o valor necessário para a entrada além de demonstrar capacidade de pagamento ao longo de décadas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.