Ella Rake, de 22 anos, convive com uma condição estomacal debilitante que a faz vomitar até 100 vezes por dia. Moradora de Herne Bay, no Reino Unido, ela teme não sobreviver até o Natal devido à gravidade do seu quadro de saúde.

A jovem sofre de gastroparesia severa, uma condição que impede o esvaziamento correto do estômago. O alimento permanece no órgão por horas e, frequentemente, é regurgitado sem ser digerido. Por causa disso, Ella perdeu cerca de 25 quilos em quatro anos e hoje pesa entre 38 e 44 quilos.

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A alimentação diária dela se resume a uma pequena refeição, como um ovo cozido ou algumas frutas. "Eu como sólidos, mas vomito de volta. Praticamente tudo o que eu como, eu coloco para fora. Tenho que comer para viver", explicou ao The Sun.

Complicações e busca por ajuda

A doença causa problemas recorrentes em seus níveis sanguíneos, principalmente de potássio, o que pode afetar o coração. Quando os níveis caem, Ella sofre palpitações severas, falta de ar e fraqueza. Ela já desmaiou enquanto tentava chegar a um hospital.

Seu medo é agravado pela morte do pai, que sofreu um ataque cardíaco em 2024. A jovem relata idas frequentes ao hospital, mas alega ser tratada apenas para o problema imediato e liberada sem uma solução de longo prazo para suas dificuldades nutricionais.

Ella foi diagnosticada aos 18 anos com a síndrome de Ehlers-Danlos, que afeta o tecido conjuntivo. Mais tarde, exames no hospital St Mark, em Londres, confirmaram a gastroparesia. Ela já precisou de uma sonda de alimentação nasal, que era deslocada constantemente pelos vômitos.

A jovem afirma que os médicos só considerariam uma nova intervenção se seus rins começassem a falhar, embora ela já tenha sofrido uma lesão renal aguda e sepse. Ela também alega que, durante um tratamento anterior, houve sugestões de que seus sintomas poderiam ser causados por um transtorno alimentar.

A doença a forçou a abandonar o sonho de se tornar veterinária e impacta sua rotina. Ella precisa de ajuda para tomar banho e depende da mãe e do namorado, Joe. Sair de casa exige planejar onde poderá ir caso precise vomitar subitamente.

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Um porta-voz dos hospitais de East Kent afirmou: "Lamentamos saber das preocupações levantadas. Reconhecemos que viver com condições complexas de saúde pode ser muito desafiador". Ele acrescentou que Ella recebeu alta com um plano de apoio e que qualquer preocupação pode ser levada ao serviço de aconselhamento ao paciente.

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