A posição escolhida para dormir pode causar marcas no rosto que vão além do inchaço matinal. Conhecidas como “rugas do sono”, elas surgem pela pressão repetida, atrito e dobras da pele contra o travesseiro, segundo a dermatologista Joana Petito.
Com o passar dos anos, a redução natural de colágeno e elasticidade faz com que essas marcas demorem mais para desaparecer, tornando-se progressivamente mais visíveis. “Nem toda marca que aparece ao acordar é só sinal de uma noite mal dormida”, afirma a especialista.
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De acordo com a dermatologista Joana Petito Magnavita, da Harmonize Gold, dormir de lado não acelera o envelhecimento, mas a compressão noturna nas mesmas áreas pode favorecer o surgimento de linhas de expressão.
“Em uma pele mais jovem, essas marcas tendem a desaparecer rapidamente. Com a perda de colágeno e elasticidade, a recuperação já não acontece da mesma maneira”, explica a médica.
Como funcionam os travesseiros antirrugas?
A preocupação com as rugas do sono impulsionou a popularidade dos travesseiros antirrugas. Diferente dos modelos tradicionais, eles possuem recortes e cavidades projetados para reduzir o contato direto das bochechas e da área dos olhos com a superfície.
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A promessa desses produtos é diminuir a compressão facial e, assim, evitar que as mesmas dobras se repitam todas as noites.
Para a dermatologista, o travesseiro pode cumprir essa função mecânica, mas não deve ser visto como um tratamento antienvelhecimento. “Se ele reduz a pressão do rosto contra o travesseiro, pode ajudar quem acorda com marcas. Mas isso é muito diferente de dizer que ele evita rugas ou preserva colágeno”, pontua.
Petito reforça que o envelhecimento da pele envolve genética, exposição ao sol, hábitos e outros fatores. O travesseiro pode ser um aliado, mas não atua sozinho.
Bernardo Magalhães, diretor de uma marca de bioestimuladores de colágeno, observa que a busca por esses produtos acompanha uma mudança de comportamento. “Existe uma procura cada vez maior por prevenção, mas também muita expectativa criada em torno de soluções isoladas”, analisa.
Ele conclui que o mais importante é entender o que cada método pode realmente entregar e não transformar uma tendência em promessa de resultado.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
