Fadiga ocular digital: 69% dos profissionais no trabalho híbrido reclamam de desconforto
Quase 70% dos usuários sofrem com o problema; tecnologia amplia a visão nítida de perto e corrige a ergonomia em frente às telas do home office
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O trabalho híbrido no Brasil trouxe um efeito colateral: longos períodos de exposição a telas, situação para a qual o olho humano não está adaptado. Uma meta-análise de 103 estudos, com mais de 66 mil participantes, estima que a fadiga ocular digital atinge cerca de 69% dos usuários de dispositivos digitais. O quadro inclui sintomas como cansaço nos olhos, visão embaçada e dor de cabeça.
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O problema se agrava para quem já tem presbiopia, condição que reduz a capacidade de foco de perto a partir dos 40 anos. Uma parte relevante dessa faixa etária relata dificuldade para manter a nitidez visual durante o dia de trabalho.
A situação acompanha uma mudança demográfica no país. Segundo estudo da Unicamp, a idade média do brasileiro subiu de 28,3 anos em 2000 para 35,5 anos em 2023. Com mais profissionais acima dos 40 anos ativos, cresce a necessidade de soluções visuais adaptadas.
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Diante desse cenário, a Varilux, marca da Essilor, desenvolveu a Varilux Immersia, uma lente ocupacional que chega ao mercado em 2026 com duas versões: Immersia.mid, voltada ao uso de computador e celular para distâncias de até 1,5 metro, e Immersia.room, para distâncias de até 3 metros, pensada para ambientes como salas de reunião.
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Na prática, a lente amplia a área de visão nítida de perto entre 35% e 76% em comparação com lentes progressivas padrão. Isso permite um maior campo de foco sem forçar a cabeça para a frente.