Enxaqueca refratária: o que é, por que não passa e quais tratamentos existem
Tipo de dor atinge candidata ao Senado Michelle Bolsonaro; neurologistas explicam quando remédios comuns falham e indicam terapias alternativas
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A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro foi internada nesta semana em Brasília após apresentar um quadro de enxaqueca refratária, uma condição que não melhorou mesmo com o tratamento ambulatorial.
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Esta é a segunda hospitalização da candidata pelo mesmo motivo em menos de dois meses, ocorrendo em um momento de intensificação da campanha eleitoral. O caso chama a atenção para uma forma severa de dor de cabeça que afeta uma parcela da população e desafia as abordagens médicas mais comuns, exigindo terapias alternativas e um acompanhamento neurológico especializado.
Diferente da enxaqueca comum, a versão refratária se caracteriza pela resistência aos medicamentos usualmente prescritos. Ela ocorre quando as crises de dor não respondem ou deixam de responder a tratamentos preventivos e agudos, mesmo após múltiplas tentativas com diferentes classes de remédios.
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O que é enxaqueca refratária?
A enxaqueca refratária, também conhecida como enxaqueca crônica refratária, é uma forma severa da dor de cabeça que não responde aos tratamentos convencionais. O diagnóstico ocorre quando o paciente já tentou, sem sucesso, ao menos duas ou três classes diferentes de medicamentos preventivos e analgésicos.
Por que a enxaqueca não melhora com remédios comuns?
A resistência aos medicamentos acontece porque os mecanismos neurológicos da enxaqueca refratária são mais complexos e intensos. Nesses casos, os analgésicos e anti-inflamatórios de farmácia se tornam ineficazes, pois não conseguem interromper o ciclo de dor que se estabelece no cérebro do paciente.
O uso excessivo de analgésicos pode, inclusive, agravar o quadro, levando a um fenômeno conhecido como cefaleia por abuso de medicação. Nessa situação, o próprio remédio que deveria aliviar a dor passa a ser o gatilho para novas crises, tornando o tratamento ainda mais desafiador.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas são semelhantes aos da enxaqueca comum, porém muito mais intensos, frequentes e incapacitantes. O diagnóstico de um quadro refratário geralmente considera a presença persistente de sinais como:
Dor de cabeça pulsátil e intensa, geralmente em um lado da cabeça.
Náuseas e vômitos que acompanham as crises de dor.
Sensibilidade extrema à luz (fotofobia), que força a pessoa a buscar ambientes escuros.
Sensibilidade a sons (fonofobia), tornando ruídos cotidianos insuportáveis.
Duração prolongada das crises, que podem se estender por mais de 72 horas sem alívio significativo.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico e realizado por um neurologista, com base no histórico detalhado do paciente. Não existe um exame de imagem ou de sangue que confirme a condição. A confirmação vem da análise da frequência das crises e, principalmente, do registro de falhas terapêuticas com os tratamentos de primeira e segunda linha recomendados para enxaqueca.
Quais tratamentos existem para a enxaqueca refratária?
Quando os remédios convencionais falham, os médicos recorrem a terapias alternativas e mais avançadas para controlar as crises. As abordagens mais utilizadas atualmente incluem:
Aplicação de toxina botulínica (Botox): injeções em pontos específicos da cabeça e do pescoço ajudam a bloquear os sinais de dor enviados ao cérebro.
Anticorpos monoclonais: medicamentos biológicos de aplicação mensal ou trimestral que atuam diretamente em moléculas envolvidas na causa da enxaqueca.
Bloqueio de nervos: aplicação de anestésicos em nervos específicos da cabeça para interromper a transmissão da dor.
Neuroestimulação: uso de dispositivos que emitem leves impulsos elétricos para modular a atividade dos nervos ligados à dor.
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Mudanças no estilo de vida: ajustes na dieta, rotina de sono, prática de atividade física e gerenciamento do estresse são fundamentais para complementar qualquer tratamento.