Herpes-zóster: dor pode persistir mesmo após as lesões desaparecerem
Além das alterações na pele, doença pode comprometer os olhos e o sistema nervoso e provocar neuralgia pós-herpética
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O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro, acontece quando o vírus da catapora, que permanece adormecido no organismo depois da infecção inicial, volta a se multiplicar. O quadro costuma provocar dor, ardência ou sensação de queimação e lesões na pele que aparecem, na maioria das vezes, em uma faixa de apenas um lado do corpo.
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Embora muitas pessoas reconheçam o problema pelas lesões características, o herpes-zóster não deve ser tratado apenas como uma alteração da pele. Em alguns casos, a infecção pode atingir estruturas importantes e provocar complicações, entre elas a neuralgia pós-herpética, uma dor que pode persistir mesmo depois que as lesões desaparecem, além de comprometimento dos olhos ou do sistema nervoso.
A infectologista do Hospital Quali Ipanema, Sabrina Soares, destaca que idade avançada, imunossupressão, doenças crônicas e períodos de estresse intenso estão entre os fatores associados a maior risco de desenvolver herpes-zóster e algumas de suas complicações.
“As manifestações costumam aparecer no tronco, nas costas ou na barriga, mas também podem surgir na face, na cabeça, no pescoço, nos braços ou nas pernas. Uma característica importante é a distribuição unilateral: as lesões geralmente ficam concentradas em apenas um lado do corpo”, explica a médica.
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Segundo Sabrina, a dor pode surgir antes mesmo das alterações na pele. É comum que o paciente descreva ardência, queimação, formigamento ou sensibilidade aumentada na região. Também podem ocorrer febre baixa, mal-estar, dor de cabeça e cansaço. Em pessoas mais vulneráveis, os sintomas gerais podem ser mais intensos.
“Por isso, perceber que uma dor ou alteração na pele está seguindo um padrão diferente do habitual é importante. O reconhecimento precoce do quadro permite que a avaliação e o tratamento sejam considerados no momento adequado, especialmente quando existem fatores de risco ou envolvimento de regiões como a face e os olhos”, ressalta Sabrina.
Para concluir, devemos lembrar que na rede privada já está disponível a vacina para prevenir o herpes-zóster, recomendada para todos a partir de 50 anos e sendo indicada duas doses para proteção, com intervalo de dois meses entre elas.
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