SEQUELAS

Herpes-zóster: dor pode persistir mesmo após as lesões desaparecerem

Além das alterações na pele, doença pode comprometer os olhos e o sistema nervoso e provocar neuralgia pós-herpética

Publicidade
Carregando...

O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro, acontece quando o vírus da catapora, que permanece adormecido no organismo depois da infecção inicial, volta a se multiplicar. O quadro costuma provocar dor, ardência ou sensação de queimação e lesões na pele que aparecem, na maioria das vezes, em uma faixa de apenas um lado do corpo.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Embora muitas pessoas reconheçam o problema pelas lesões características, o herpes-zóster não deve ser tratado apenas como uma alteração da pele. Em alguns casos, a infecção pode atingir estruturas importantes e provocar complicações, entre elas a neuralgia pós-herpética, uma dor que pode persistir mesmo depois que as lesões desaparecem, além de comprometimento dos olhos ou do sistema nervoso.

A infectologista do Hospital Quali Ipanema, Sabrina Soares, destaca que idade avançada, imunossupressão, doenças crônicas e períodos de estresse intenso estão entre os fatores associados a maior risco de desenvolver herpes-zóster e algumas de suas complicações.

“As manifestações costumam aparecer no tronco, nas costas ou na barriga, mas também podem surgir na face, na cabeça, no pescoço, nos braços ou nas pernas. Uma característica importante é a distribuição unilateral: as lesões geralmente ficam concentradas em apenas um lado do corpo”, explica a médica.

Segundo Sabrina, a dor pode surgir antes mesmo das alterações na pele. É comum que o paciente descreva ardência, queimação, formigamento ou sensibilidade aumentada na região. Também podem ocorrer febre baixa, mal-estar, dor de cabeça e cansaço. Em pessoas mais vulneráveis, os sintomas gerais podem ser mais intensos.

“Por isso, perceber que uma dor ou alteração na pele está seguindo um padrão diferente do habitual é importante. O reconhecimento precoce do quadro permite que a avaliação e o tratamento sejam considerados no momento adequado, especialmente quando existem fatores de risco ou envolvimento de regiões como a face e os olhos”, ressalta Sabrina.

Para concluir, devemos lembrar que na rede privada já está disponível a vacina para prevenir o herpes-zóster, recomendada para todos a partir de 50 anos e sendo indicada duas doses para proteção, com intervalo de dois meses entre elas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Tópicos relacionados:

dor herpes-zoster infectologia sequelas

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay