TRIAGEM NEONATAL

Maioria no Brasil não realiza o teste do pezinho expandido: saiba os riscos

Apesar da versão ampliada, que contempla até 60 doenças, estar prevista para expansão nacional, a maior parte dos estados possui apenas o teste básico no SUS

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A triagem neonatal, popularmente conhecida como teste do pezinho, é um exame realizado geralmente entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê para identificar doenças genéticas raras e outras condições em recém-nascidos.

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Atualmente, o teste básico disponível no SUS contempla sete doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase, hiperplasia adrenal congênita e toxoplasmose congênita. Já o teste do pezinho ampliado inclui até 60 doenças, e é previsto para expansão nacional desde a Lei nº 14.154/2021.

Apesar de alguns estados, como Minas Gerais e o Distrito Federal, já oferecerem a versão ampliada, a maioria ainda aplica apenas a básica. Há doenças que estão previstas, mas não implementadas em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde a meta prevê expansão em cinco etapas até 2030.

Entre os exemplos de condições já incluídas nos estados avançados, mas não disponíveis nacionalmente, estão a atrofia muscular espinhal (AME); acidúria glutárica tipo 1; doenças mitocondriais; defeitos da beta-oxidação de ácidos graxos e imunodeficiências primárias. O rol estendido contempla mais de 50 doenças raras metabólicas, genéticas e infecciosas. No básico, a única doença infecciosa é a toxoplasmose congênita.

Segundo a Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), em locais e estados que ainda só oferecem o teste básico, essas doenças não são triadas, que atrasa o diagnóstico, a primeira consulta e o tratamento. “Infelizmente, temos estados que nem as seis doenças estão sendo triadas”, adverte o vice-presidente SBTEIM, Marcial Francis Galera.

“Há uma desigualdade regional em que bebês em estados sem o teste ampliado ficam em desvantagem. Além do impacto clínico no atraso de coleta, diagnóstico e consulta, o que pode causar sequelas irreversíveis”, destaca a entidade.

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