A chegada das canetas de semaglutida comercializadas pela Eurofarma em parceria com a Novo Nordisk, com preços mais acessíveis desde abril de 2026, acendeu um alerta importante sobre o uso indiscriminado desses medicamentos. Embora a popularização facilite o acesso a tratamentos contra a obesidade e o diabetes tipo 2, o uso sem prescrição e acompanhamento médico expõe os usuários a sérios riscos de saúde.
Esses medicamentos não são produtos cosméticos, mas sim fármacos potentes que agem diretamente no sistema endócrino e no cérebro para controlar o apetite e regular os níveis de açúcar no sangue. A indicação correta é para pacientes com condições de saúde específicas, avaliadas previamente por um profissional.
Leia Mais
O lado B do Ozempic: os riscos do uso de canetas sem receita médica
Canetas emagrecedoras: especialistas pesam prós e contras de um fenômeno
A automedicação ignora fatores cruciais como o histórico de saúde do paciente, possíveis interações medicamentosas e a dosagem adequada para cada caso. O que funciona para uma pessoa pode ser extremamente prejudicial para outra, tornando o acompanhamento profissional indispensável para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.
Quais são os efeitos colaterais mais comuns?
O uso da semaglutida pode provocar uma série de reações adversas, que variam de leves a graves. Os efeitos colaterais mais frequentes afetam o sistema gastrointestinal e geralmente aparecem no início do tratamento ou quando a dose é aumentada sem orientação.
Entre os problemas mais relatados estão:
Náuseas e vômitos;
Diarreia ou constipação severa;
Dores abdominais e sensação de inchaço;
Refluxo e azia.
Além desses sintomas, existem riscos mais graves, embora menos comuns. Complicações como pancreatite aguda, problemas na vesícula biliar e até mesmo o desenvolvimento de tumores de tireoide foram associados ao uso inadequado de medicamentos desta classe em estudos com animais. Por isso, a supervisão médica é fundamental.
A importância do acompanhamento profissional
O tratamento da obesidade vai muito além de aplicar uma injeção. Um médico é responsável por avaliar se o paciente realmente tem indicação para usar a semaglutida, solicitar exames para descartar contraindicações e definir a dose inicial correta, que geralmente é aumentada de forma gradual para minimizar os efeitos colaterais.
Esse acompanhamento contínuo permite ajustar o tratamento conforme a resposta do organismo e monitorar qualquer sinal de complicação. A prescrição também costuma vir associada a um plano completo, que inclui reeducação alimentar e a prática de atividades físicas, pilares essenciais para uma perda de peso saudável e sustentável.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
