Bem Viver

O lado B do Ozempic: os riscos do uso de canetas sem receita médica

A busca pelo emagrecimento rápido pode trazer sérios problemas de saúde; atente-se para os efeitos colaterais e os perigos da automedicação

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A busca por emagrecimento rápido tem levado um número crescente de pessoas a usar medicamentos como o Ozempic sem prescrição médica. Essa prática, popularizada em redes sociais e impulsionada pela promessa de resultados velozes, esconde riscos graves para a saúde e acende um alerta sobre os perigos da automedicação.

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As canetas injetáveis, desenvolvidas originalmente para tratar diabetes tipo 2, contêm a substância semaglutida. Elas agem no organismo imitando um hormônio que regula o apetite e retarda o esvaziamento do estômago. O resultado é uma sensação de saciedade prolongada, que leva à redução da ingestão de calorias e, consequentemente, à perda de peso.

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O acompanhamento médico é fundamental porque apenas um profissional pode avaliar se o paciente está apto a usar o medicamento. Pessoas com histórico de problemas no pâncreas, na vesícula, ou com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2, por exemplo, não devem utilizar essas substâncias. A prescrição considera o quadro clínico completo, evitando complicações sérias.

Quais são os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e constipação. Embora geralmente diminuam com o tempo, à medida que o corpo se adapta, esses sintomas podem ser intensos. Sem a orientação correta para manejá-los, muitas pessoas acabam usando o medicamento de forma incorreta ou abandonando o tratamento de maneira inadequada.

Mais preocupantes são os riscos de complicações graves associadas ao uso indiscriminado. Há registros de pancreatite, uma inflamação perigosa do pâncreas que pode ser fatal. Outros perigos incluem a formação de pedras na vesícula biliar, gastroparesia (paralisia dos movimentos do estômago) e problemas renais.

A bula do medicamento também alerta para um risco aumentado de tumores na tireoide, observado em estudos com animais. Embora o risco em humanos não esteja totalmente confirmado, a possibilidade exige cautela e supervisão médica contínua durante o uso.

A popularização para fins estéticos também gerou um problema global de abastecimento, fazendo com que pacientes com diabetes, que dependem do medicamento para o controle glicêmico, enfrentassem dificuldades para encontrá-lo nas farmácias, o que coloca seu tratamento em risco.

A automedicação transforma uma ferramenta terapêutica em um perigo real. A orientação profissional garante não apenas a eficácia do tratamento para perda de peso, mas, acima de tudo, a segurança do paciente durante todo o processo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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