Inmet alerta: tempo seco em Minas coloca saúde respiratória em risco
Baixa umidade do ar intensifica infecções e crises alérgicas em 370 cidades; proteção natural das vias aéreas é comprometida pela ressecação
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O tempo seco, que colocou cerca de 370 municípios de Minas Gerais em alerta segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), principalmente nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Noroeste e Norte, representa um risco significativo para a saúde respiratória. A baixa umidade do ar não causa apenas desconforto, mas agrava quadros de doenças crônicas e facilita o surgimento de infecções, exigindo atenção redobrada da população.
Com a umidade relativa do ar variando entre 20% e 30% durante os alertas, as condições climáticas atuais criam um ambiente favorável para a intensificação de crises alérgicas e inflamatórias. As vias aéreas, quando ressecadas, perdem parte de sua proteção natural, tornando-se mais vulneráveis a vírus, bactérias e outros agentes irritantes presentes no ar, como a poluição.
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Quais doenças respiratórias pioram com o tempo seco?
O clima com baixa umidade afeta principalmente pessoas que já convivem com condições pré-existentes. As doenças que mais se agravam neste período são:
Rinite alérgica: a mucosa nasal fica irritada e ressecada, o que intensifica os sintomas clássicos como espirros, coriza e coceira no nariz.
Sinusite: o ressecamento dificulta a drenagem do muco acumulado nos seios da face, favorecendo a proliferação de bactérias e a inflamação, que causa dor de cabeça e pressão facial.
Asma: o ar seco e frio irrita os brônquios, que se contraem e podem desencadear crises de falta de ar, chiado no peito e tosse.
Bronquite: a inflamação dos brônquios também é agravada, levando a crises de tosse persistente, que pode vir acompanhada de secreção.
Como a baixa umidade do ar afeta o sistema respiratório?
A principal função do muco que reveste as vias aéreas é filtrar, umedecer e aquecer o ar inspirado, além de capturar partículas e micro-organismos. Com a umidade do ar reduzida, essa barreira protetora fica mais fina e menos eficiente, deixando o sistema respiratório exposto e suscetível a irritações e infecções.
Esse ressecamento compromete o movimento dos cílios, estruturas microscópicas responsáveis por "varrer" as impurezas para fora do corpo. Sem essa limpeza adequada, poluentes e alérgenos permanecem por mais tempo no organismo, aumentando a resposta inflamatória e o risco de complicações.
O que fazer para se proteger do tempo seco?
Adotar algumas medidas simples no dia a dia pode reduzir os impactos da baixa umidade e proteger a saúde. As principais recomendações incluem:
Hidratação constante: beba bastante água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede, para ajudar a hidratar as vias respiratórias de dentro para fora.
Umidificação de ambientes: utilize umidificadores de ar, toalhas molhadas ou baldes com água nos cômodos, principalmente no quarto durante a noite.
Lavagem nasal: higienize as narinas com soro fisiológico várias vezes ao dia para remover impurezas e manter a mucosa hidratada.
Evitar exercícios intensos: não pratique atividades físicas ao ar livre entre as 10h e as 17h, período em que a umidade do ar costuma ser mais baixa.
Cuidado com a casa: mantenha os ambientes limpos e arejados para reduzir o acúmulo de poeira e ácaros, que são gatilhos para alergias.
Em caso de emergências, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.