DIA DOS NAMORADOS

Casais transformam uso de caneta para perda de peso em rotina a dois

"Nos dias em que a motivação falha, o parceiro está ali para incentivar e não deixar o ritmo cair"; casal eliminou 42 kg ao durante o tratamento

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O tratamento da obesidade e do sobrepeso ganhou um forte aliado que vai além da ciência: o companheirismo. O uso dos análogos de GLP-1 (as populares canetas emagrecedoras) deixou de ser uma jornada solitária e passou a fazer parte da rotina de casais que buscam uma vida mais saudável.

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Dados de mercado e a prática clínica revelam que a mudança de hábitos em dupla não apenas facilita a adesão ao tratamento, mas também potencializa os resultados de perda de peso. De acordo com levantamento feito pela healthtech The Mens & The Ladies (TM&TL), 78% dos usuários que fizeram compras de canetas emagrecedoras neste mês farão o tratamento junto com o companheiro. Além disso, 64% afirmam que o tratamento feito em conjunto ajudou na criação de uma rotina mais saudável após o fim do uso do medicamento.

"Percebemos que quando o casal decide mudar junto, a taxa de sucesso e a velocidade dos resultados aumentam drasticamente. O ambiente domiciliar se transforma. Deixa de ser um lugar de tentações para se tornar um ecossistema de apoio. É importante sempre entendermos o contexto em que as pessoas vivem e entender que o uso do produto é só o primeiro passo de uma nova rotina mais saudável", afirma Danilo Bertasi, CEO da TM&TL.

Foi o que aconteceu com o casal Fabrício Rizzolo e Vivi Rizzolo. Juntos há 20 anos, eles transformaram a rotina e eliminaram 42 kg ao longo do tratamento multidisciplinar oferecido pela plataforma. Ela passou dos 80 kg para os 60 kg, e ele reduziu de 131 kg para 109 kg. O apoio mútuo na rotina e o incentivo nos dias de menor motivação foram diferenciais para o sucesso.

Quando ambos estão no mesmo processo, eles ressignificam esses hábitos juntos, diz nutróloga
Quando ambos estão no mesmo processo, eles ressignificam esses hábitos juntos, diz nutróloga Arquivo pessoal

"Nós dois já tínhamos tentado emagrecer sozinhos muitas vezes no passado, mas a maior dificuldade sempre foi manter a perda de peso. A decisão de buscar o tratamento partiu de ambos, após muita pesquisa, mas o grande diferencial de fazer essa jornada em dupla é que um se tornou o combustível do outro. Nos dias em que a motivação falha, o parceiro está ali para incentivar e não deixar o ritmo cair", conta Fabrício.

A mudança impactou diretamente a qualidade de vida e a autoestima do casal, trazendo reflexos até mesmo na vida profissional. "O excesso de peso afetava tudo. Como trabalho com moda e criação de conteúdo, eu me limitava muito e evitava tirar fotos de corpo inteiro. Hoje me sinto feliz me reconhecendo novamente nas imagens", destaca Vivi.

Além disso, nossa jornada ganhou um significado muito especial: eu não consigo fazer a aplicação da caneta sozinha, então o Fabrício faz em mim toda semana. Virou um momento de cuidado e carinho na nossa rotina. É o reflexo de um relacionamento de 20 anos: parceria e amor nos pequenos detalhes", complementa.

Por que emagrecer em dupla funciona mais?

A ciência comprova que o suporte social é um dos pilares da manutenção do peso a longo prazo. Quando o parceiro ou parceira divide a mesma rotina clínica e alimentar, o cérebro lida melhor com a mudança de hábitos, diminuindo a ansiedade e o estresse comuns ao processo de emagrecimento.

"Os GLP-1 reduzem o apetite e o desejo por comida, mas não reprogramam os gatilhos emocionais e sociais do comer. É aqui que entra a sinergia do casal: quando ambos estão no mesmo processo, eles ressignificam esses hábitos juntos. O 'vamos comer para compensar o estresse' vira 'vamos treinar juntos?'. A rotina domiciliar é o principal preditor de sucesso a longo prazo. Enquanto um parceiro que sabota mesmo sem intenção é um fator de risco para o reganho de peso, um parceiro que apoia é um fator protetivo para o emagrecimento sustentável", explica Lissa Horiguchi, nutróloga parceira da TM&TL.

De acordo com a médica, a busca de casais pelo tratamento aumentou 77% em sua clínica apenas em 2026. Esse apoio mútuo se mostra ainda mais vital no momento de encerrar o uso das medicações.

"Após um emagrecimento expressivo, o corpo tenta recuperar o peso antigo. O que compete com essa tendência biológica são os novos hábitos construídos em dupla. Quando o casal passa por isso junto, o desmame da medicação não depende da força de vontade individual, que é finita, mas sim de um sistema de apoio compartilhado. Sistemas sustentam o resultado muito melhor do que a disciplina isolada", detalha a nutróloga.

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"Pacientes que iniciam sozinhos tentam mudar dentro de um ambiente que continua igual, o que gera um obstáculo enorme. Já quando o casal faz o tratamento em conjunto, o reforço positivo acontece em casa, no mercado e na rotina. O ambiente molda o comportamento, e na manutenção do peso a longo prazo, cada um acaba sendo o maior suporte do outro", completa Lissa.

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