Diverticulite em alta tem sintomas solenciosos e c resce entre mulheres
Cada vez mais comum após os 50, a doença diverticular pode evoluir sem sintomas — até inflamar e causar dor intensa, febre e até necessidade de cirurgia
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A doença diverticular do cólon, conhecida como diverticulose, tem ganhado cada vez mais atenção nos consultórios — e um dado recente chama a atenção: o aumento dos casos entre mulheres, especialmente após os 50 anos.
A condição é caracterizada pela formação de pequenas bolsas, chamadas divertículos, na parede do intestino grosso, principalmente na região do cólon sigmoide. Na maioria das vezes, ela é silenciosa. O problema começa quando essas estruturas inflamam, dando origem à diverticulite — um quadro que pode provocar dor abdominal intensa, febre, náuseas e alterações no funcionamento intestinal.
“O risco aumenta com o envelhecimento, principalmente por conta do enfraquecimento natural da parede do cólon ao longo do tempo”, explica Ernesto Alarcon, cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia.
Embora historicamente mais comum em homens, a doença tem mostrado uma mudança de perfil nas últimas décadas, com crescimento significativo entre mulheres. Fatores como alterações no estilo de vida, alimentação e até predisposição genética podem estar por trás dessa tendência.
Principais fatores de risco
- Dieta pobre em fibras e rica em ultraprocessados
- Sedentarismo
- Tabagismo
- Envelhecimento
- Histórico familiar
A alimentação tem papel central nesse cenário. A baixa ingestão de fibras contribui para o endurecimento das fezes, aumentando a pressão dentro do intestino e favorecendo a formação dos divertículos.
Na maioria dos casos, a diverticulose não apresenta sintomas e é descoberta em exames de rotina. No entanto, quando evolui para diverticulite, os sinais são claros e exigem atenção médica.
O tratamento varia conforme a gravidade. Casos leves podem ser controlados com ajustes na dieta e medicação para dor. Já quadros mais avançados podem exigir antibióticos e, em situações específicas, cirurgia.
“A prevenção ainda é o melhor caminho. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, associada à prática regular de atividade física, pode reduzir significativamente o risco”, reforça Alarcon.
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Apesar de comum, a doença diverticular não deve ser ignorada. Ainda segundo o especialista, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para evitar complicações e garantir qualidade de vida.