Reabilitação contínua amplia autonomia de pacientes com Parkinson após alta
Doença atinge 8,5 milhões no mundo e exige cuidado prolongado; modelo de transição organiza tratamento e reduz perda funcional
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O avanço das doenças neurodegenerativas tem ampliado a demanda por reabilitação estruturada no Brasil. Entre elas, a doença de Parkinson se destaca pelo impacto progressivo sobre movimento, equilíbrio e autonomia. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a doença afeta mais de 8,5 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 200 mil pessoas convivam com o diagnóstico, com maior incidência a partir dos 60 anos.
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Caracterizado pela degeneração de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, o Parkinson provoca tremores, rigidez muscular e lentidão de movimentos. Com a progressão, surgem dificuldades para atividades básicas, como caminhar, se alimentar e se comunicar. Nesse contexto, o tratamento não se limita ao uso de medicamentos. A reabilitação passa a ter papel central para manter funções e retardar perdas.
“Na prática, a reabilitação de forma integrada, envolvendo fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e suporte psicológico. O objetivo é preservar mobilidade, estimular cognição e adaptar o paciente à rotina fora do hospital”, explica Bruno Bastos Godoi, neurologista da Suntor Clínica de Transição.
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O acompanhamento reduz complicações e favorece a recuperação funcional. Além do cuidado técnico, o modelo atua na preparação da família. O treinamento de cuidadores e a adaptação do ambiente domiciliar ajudam a reduzir riscos como quedas, infecções e perda acelerada de autonomia — fatores comuns na evolução da doença.
Estudos internacionais reforçam esse caminho. Diretrizes da OMS apontam que programas contínuos de reabilitação melhoram a qualidade de vida e mantêm a independência por mais tempo em doenças neurológicas crônicas. No Brasil, o Ministério da Saúde inclui a reabilitação como parte essencial da linha de cuidado para Parkinson dentro da rede de atenção à saúde.
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A reorganização do cuidado após a alta hospitalar tem impacto direto no curso da doença. Ao estruturar a reabilitação e evitar interrupções no tratamento, clínicas de transição atuam como elo entre o hospital e a vida cotidiana — etapa decisiva para preservar funcionalidade em condições de evolução progressiva.