"Disseram que eu merecia": o drama da DJ após bronzeamento artificial
O alerta real de quem viveu a dor de queimaduras graves em equipamentos banidos no Brasil. A pele nunca mais foi a mesma e o choque psicológico foi maior
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A DJ e produtora mineira Danny Albuquerque compartilhou o retorno à carreira após um hiato provocado por queimaduras severas sofridas em 2022, em uma cabine de bronzeamento artificial. Na época, a artista anunciou sua saída da KondZilla. Agora, retoma a trajetória de forma independente, impulsionada pela “maturidade adquirida no período de recuperação”, afirma.
O episódio exigiu afastamento imediato e impactou diretamente sua atuação como DJ e modelo. “A dor física foi intensa, mas a psicológica foi ainda maior e demorou muito mais para passar. Eu queria cobrar providências, mas me sentia travada pela condução da situação e pelos boatos que surgiram enquanto eu tentava me recuperar”, relata.
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Durante o período de isolamento, a artista afirma ter enfrentado ataques e julgamentos nas redes sociais. “Recebi mensagens me responsabilizando pelo que aconteceu, dizendo que eu sabia do risco e que merecia aquilo. Em um momento de extrema fragilidade, o que eu mais precisava era de acolhimento, e recebi o contrário. Isso abalou profundamente minha autoestima e me fez questionar se eu conseguiria voltar a aparecer publicamente”, desabafa.
Bronzeamento artificial é proibido no Brasil
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos são proibidas no Brasil devido aos riscos à saúde associados ao uso desses equipamentos.
Entre os principais danos apontados estão:
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envelhecimento precoce da pele
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queimaduras
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ferimentos cutâneos
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cicatrizes
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rugas
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perda de elasticidade da pele
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lesões oculares, como fotoqueratite
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inflamação da córnea e da íris
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fotoconjuntivite
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catarata precoce
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pterígio, popularmente conhecido como "carne no olho"
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carcinoma epidérmico da conjuntiva
Em abril de 2025, a Anvisa também proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso de lâmpadas fluorescentes de alta potência utilizadas nesses equipamentos. A medida busca impedir a fabricação e a manutenção de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos, vetadas no país desde 2009.
Caminho para a recuperação
O processo de reabilitação de Danny se estendeu por anos e incluiu tratamentos dermatológicos rigorosos, restrições severas à exposição solar, uso contínuo de medicamentos e suplementação.
Recentemente, Danny Albuquerque deu continuidade aos cuidados em Belo Horizonte, com foco na recuperação da qualidade da pele por meio de bioestimuladores de colágeno. “Minha pele nunca voltou totalmente ao que era antes; ficou mais fina e sensível. Por anos, eu não conseguia sequer tomar um banho quente sem sentir a sensação de queimadura”, conta.
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A artista afirma que a superação também passou pelo processo de aceitação, ao decidir realizar ensaios fotográficos evidenciando as marcas deixadas pelo acidente. “Aceitação não é desistir de melhorar, é entender que aquilo é só uma parte de você. Minha força, minha história e minha presença são muito maiores que qualquer marca na pele.”