ENTENDA

Lula retira câncer de pele carcinoma basocelular no couro cabeludo; entenda

Carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele, representando 80% dos casos, mas tem alta taxa de cura, principalmente com diagnóstico precoce

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Na manhã desta sexta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido a uma cirurgia para retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo. Na quinta-feira (23), a informação oficial era sobre a retirada de uma queratose. O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele.

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“O câncer de pele ocorre devido a replicação desordenada das células da pele, levando à formação de um tumor maligno”, explica o médico oncologista do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo), vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Ramon Andrade de Mello.

Os tumores de pele não melanoma, como o carcinoma epidermoide e o carcinoma basocelular, são os mais comuns. “Eles representam cerca de 80% dos cânceres de pele e ocorrem em áreas cronicamente expostas ao sol, como o rosto. E, apesar de muito mais frequente que o melanoma, eles são muito menos agressivos e altamente curáveis. Em raras circunstâncias tornam-se inoperáveis ou causam metástase”, explica a dermatologista presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP) e doutora pela UNIFESP, Jade Cury.

Como o fator principal ligado ao desenvolvimento do carcinoma basocelular é ambiental e não genético, é fundamental adotar cuidados com a fotoproteção para prevenir a doença.

O caso serve de alerta, pois o couro cabeludo é uma área de risco para lesões de pele. “Principalmente em homens mais velhos que sofreram muita exposição à radiação ultravioleta do sol e aqueles que também tem pouco cabelo no alto da cabeça ou que tem cabelos brancos (que protegem menos contra a radiação ultravioleta). O couro cabeludo é um tecido sujeito a um dano crônico e contínuo à radiação ultravioleta, que pode levar à formação do câncer de pele", alerta a diretora da SBD-RESP, Sylvia Ypiranga.

Na área, também pode ocorrer o câncer de pele carcinoma epidermóide e que eventualmente pode ter algum comportamento mais agressivo vindo a infiltrar tecidos adjacentes – no caso, o tecido adjacente pode vir a ser a camada que reveste a calota craniana e um sinal importante de que isso pode estar acontecendo é a presença de dor, como elucida a médica. 

Segundo a SBD-RESP, a exposição solar desprotegida é o principal fator de risco prevenível para o câncer de pele, além de causar queimaduras, manchas e envelhecimento precoce. "O uso regular do protetor solar é uma medida segura e eficaz para reduzir esses riscos e deve fazer parte da rotina diária de cuidados com a pele. Os filtros solares aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por órgãos internacionais são considerados seguros e passam por rigorosos testes antes de chegar ao consumidor", explica o dermatologista e diretor da SBD-RESP, Daniel Cassiano.

De acordo com Ramon, como a maioria das neoplasias, o câncer de pele é uma doença silenciosa. “Porém, pode se manifestar através do desenvolvimento de alterações da pele, como sinais e pintas desproporcionais”, explica o médico.

Mas a SBD-RESP esclarece que o autoexame da pele pode ajudar a identificar o câncer em estágios iniciais. “Para o câncer de pele não melanoma, incluindo o carcinoma basocelular, orientamos ao paciente que se atente a lesões avermelhadas, róseas, que estejam crescendo, feridas que não cicatrizam, casquinhas que ficam persistentemente no mesmo lugar, lesões que sangram fácil”, reforça Jade Cury. Esse cuidado auxilia na detecção precoce da doença, o que eleva as chances de cura para mais de 90%.

Ao notar qualquer sinal suspeito, é importante buscar um médico. “A dermatoscopia é um dos principais exames utilizados para identificar lesões suspeitas na pele. Porém, somente a biópsia dessa lesão é que vai definir o diagnóstico”, destaca Ramon Andrade de Mello.

“Além disso, é fundamental todo ano não esquecer de procurar o médico dermatologista para fazer um check-up da pele toda”, acrescenta a presidente da SBD-RESP. A oncologista explica que, uma vez confirmado o diagnóstico de câncer, o tratamento será definido caso a caso.

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“Via de regra, o tratamento padrão é a cirurgia, mas a quimio e a imunoterapia também podem ser indicadas, além das terapias-alvo, uma abordagem inovadora que representa um grande avanço tecnológico para a oncologia. Com elas, é possível localizar os alvos celulares e manipulá-los para impedir o desenvolvimento dos tumores”, detalha Ramon Andrade de Mello, que reforça que cada caso é um caso e é sempre importante discutir as possibilidades com o médico oncologista.

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