Gripe em alta: casos de influenza superam dados de 2025
A taxa de positividade explodiu em abril e o cenário preocupa especialistas. Veja o que está por trás dessa circulação inesperada do vírus no país
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Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) mostram que a Influenza (vírus causador da gripe) segue com circulação elevada no Brasil. O levantamento, compilado pela plataforma de inteligência METRICARE, desenvolvida e gerenciada pela Controllab, parceira da Abramed, aponta que a taxa de positividade da influenza chegou a 27,3% no início de abril.
Apesar do recuo em relação ao pico recente de 31,2%, o índice segue três vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2025 (8,09%). A média móvel das últimas cinco semanas subiu de 17,5% para 26,4%.
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Segundo Carlos Eduardo Ferreira, patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, os dados indicam que a transmissão do vírus permanece intensa e acima do esperado para esta época do ano. Depois de semanas consecutivas de alta, os indicadores mostram acomodação em patamar elevado.
“Ainda assim, a influenza pode manter a pressão sobre consultas e pronto-atendimentos por sintomas respiratórios.” Segundo ele, o cenário pode estar relacionado à circulação antecipada da Influenza A neste ano, ao avanço simultâneo em diferentes regiões do país e ao fato de a campanha de vacinação ainda estar em fase inicial.
Vacinação e diagnóstico
O avanço dos casos coincide com a intensificação das campanhas de vacinação contra a gripe em diversas regiões do país, reforçando a necessidade de prevenção. “Quando observamos esse cenário, ganham ainda mais relevância a imunização dos grupos prioritários, a atenção aos sintomas e a busca por avaliação médica nos casos indicados”.
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Para Carlos Eduardo, a medicina diagnóstica tem papel essencial na resposta assistencial, ao permitir identificar casos com mais rapidez, orientar condutas médicas e apoiar o planejamento dos serviços de saúde. “O diagnóstico no momento adequado contribui para decisões mais assertivas e ajuda o sistema de saúde a responder com mais eficiência.”