Micro-ultrassom amplia precisão no diagnóstico do câncer de próstata
Tecnologia de alta resolução gera imagens até 300% mais detalhadas e começa a ser adotada no Brasil para tornar biópsias prostáticas mais precisas
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Avanços tecnológicos começam a ampliar a precisão no diagnóstico do câncer de próstata, um dos tumores mais comuns entre os homens. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença registra cerca de 70 mil novos casos por ano no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma em incidência na população masculina.
Entre as inovações que começam a ganhar espaço no país está o micro-ultrassom de alta resolução, tecnologia capaz de gerar imagens até 300% mais detalhadas que o ultrassom convencional e que permite identificar áreas suspeitas da próstata com maior precisão.
Conhecido como micro-ultrassom ExactVu™, o equipamento representa uma nova geração de exames voltados à investigação da próstata. Operando com frequência muito superior à dos ultrassons tradicionais, o método permite visualizar estruturas microscópicas da glândula prostática e identificar alterações que, muitas vezes, não aparecem nos exames convencionais.
A tecnologia ainda está presente em poucos centros especializados no Brasil e começa a ser incorporada por instituições de referência da medicina nacional, como o Hospital Israelita Albert Einstein.
Entre os especialistas que já implantaram o equipamento no País está o urologista Alberto Tomé, que atua em Umuarama (PR), uma das cidades pioneiras na adoção do micro-ultrassom de alta resolução para diagnóstico da próstata.
Segundo o médico, o recurso pode ajudar a enfrentar um dos desafios mais conhecidos na investigação da doença: a dificuldade de localizar algumas lesões durante os exames tradicionais.
“Muitas vezes, pequenas áreas suspeitas não são visualizadas no ultrassom convencional, o que pode levar a biópsias negativas mesmo quando o tumor já está presente. O micro-ultrassom permite observar a próstata com muito mais detalhes, identificando alterações que antes poderiam passar despercebidas e aumentando significativamente a precisão do diagnóstico”, explica.
Mais precisão na investigação da próstata
A biópsia prostática continua sendo o principal exame para confirmar o diagnóstico do câncer de próstata. Tradicionalmente, o procedimento é guiado por ultrassom convencional, método que possui limitações na visualização de pequenas lesões. Com o micro-ultrassom, essa investigação ganha um novo nível de precisão.
A tecnologia permite que o médico visualize áreas suspeitas em tempo real e direcione a coleta de tecido com mais precisão. Na prática, isso pode aumentar a taxa de detecção de tumores clinicamente relevantes e reduzir o número de biópsias desnecessárias.
Outro benefício importante é a possibilidade de identificar lesões menores ou tumores mais agressivos ainda em estágios iniciais, o que amplia as chances de tratamento eficaz e melhora o prognóstico dos pacientes.
Tendência na medicina de precisão
A incorporação de tecnologias como o micro-ultrassom acompanha uma tendência crescente na medicina contemporânea: o uso de ferramentas que permitam diagnósticos cada vez mais precisos e personalizados.
Na prática clínica, isso significa identificar doenças com maior precisão, orientar melhor os procedimentos diagnósticos e reduzir intervenções desnecessárias.
Em alguns casos, o micro-ultrassom também pode atuar como complemento ou alternativa à ressonância magnética na investigação da próstata, especialmente quando o objetivo é orientar biópsias com maior precisão.
Quando o exame é indicado
O micro-ultrassom pode ser indicado principalmente para homens que apresentam:
* alteração nos níveis de PSA
* suspeita clínica de câncer de próstata
* necessidade de investigação mais detalhada da próstata
* histórico de exames ou biópsias inconclusivas
Nesses casos, a tecnologia pode ajudar a esclarecer o diagnóstico e orientar as decisões médicas com maior segurança.
Sobre Dr. Alberto Tomé
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Urologista, Especialista em diagnóstico de alta precisão e tratamento do câncer de próstata, com atuação em tecnologias avançadas como micro-ultrassom e cirurgia robótica.