O uso de canetas emagrecedoras tem ganhado cada vez mais espaço nos consultórios e também nas redes sociais. Indicadas para o tratamento de obesidade e sobrepeso, essas medicações injetáveis – geralmente à base de análogos de GLP-1 – atuam no controle do apetite, na saciedade e na regulação da glicose. Com a popularização do tratamento, uma dúvida passou a ser frequente entre pacientes: esses medicamentos podem causar queda de cabelo?
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Embora sejam consideradas seguras quando prescritas e acompanhadas por um médico, a queda capilar pode surgir em alguns casos como um efeito indireto do processo de emagrecimento. A relação, no entanto, não é necessariamente causada pela medicação em si.
Segundo o nutrólogo Raimundo Penaforte, do Instituto Douglas Tigre, “a medicação em si não tem como mecanismo principal provocar alopecia. O que pode acontecer é uma queda de cabelo associada à perda de peso rápida, à restrição calórica intensa ou até a deficiências nutricionais que surgem durante o processo”, explica.
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De acordo com o médico, mudanças metabólicas abruptas podem levar o organismo a priorizar funções vitais, reduzindo temporariamente recursos destinados a estruturas como cabelo e unhas. “Existe uma condição chamada eflúvio telógeno, que é uma queda acentuada e temporária dos fios após um estresse físico importante – e a perda de peso acelerada pode ser um desses gatilhos”, afirma Raimundo.
Outro ponto importante é a qualidade da alimentação durante o tratamento. Dietas muito restritivas, com baixo consumo de proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, podem contribuir para o enfraquecimento capilar. “Quando o emagrecimento não é acompanhado por orientação nutricional adequada, o risco de efeitos como queda de cabelo aumenta”, ressalta.
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O especialista reforça que cada organismo reage de forma diferente ao tratamento e que, na maioria dos casos, a queda tende a ser temporária e reversível após a estabilização do peso e a correção de eventuais carências nutricionais. “O mais importante é que o tratamento da obesidade seja individualizado. A meta não é apenas perder peso, mas preservar saúde metabólica, hormonal e nutricional”, lembra.
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Diante do crescimento no uso das canetas emagrecedoras, médicos alertam que o acompanhamento profissional é fundamental não apenas para potencializar resultados, mas também para prevenir e manejar possíveis efeitos associados ao emagrecimento acelerado. "Mais do que resultados rápidos, o acompanhamento médico e nutricional contínuo é fundamental para minimizar riscos e garantir segurança ao paciente", afirma o especialista.
