Além da polpa suculenta, a casca da melancia pode ser aproveitada em diversas receitas, combatendo o desperdício alimentar. - (crédito: Pexels)
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Conhecida por hidratar nos dias quentes, a melancia vai muito além do alto teor de água. Uma revisão narrativa de 124 estudos, conduzida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e publicada na revista "Nutrients", indica que tanto a polpa quanto a casca da fruta concentram compostos com potencial cardioprotetor, em especial a L-citrulina, associada à vasodilatação e à regulação da pressão arterial.
A L-citrulina é um aminoácido que recebeu esse nome justamente por ter sido identificado pela primeira vez na melancia, cujo termo científico é Citrullus lanatus. No nosso organismo, a L-citrulina pode ser convertida em L-arginina, crucial para a síntese de óxido nítrico.
Aliado da saúde cardiovascular, o óxido nítrico é um composto gasoso, derivado do endotélio, tecido celular que recobre a parte interna dos vasos sanguíneos. No organismo, essa substância contribui para a vasodilatação, a regulação da pressão arterial e a proteção contra processos inflamatórios. Também atua contra o estresse oxidativo, prevenindo a oxidação do colesterol LDL. Esse processo reduz a formação de placas nas artérias e, consequentemente, de males como aterosclerose, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Por fim, o consumo da melancia traz muitos nutrientes importantes para a saúde, seja na própria fruta ou em seu suco.
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A melancia conta com dois elementos importantes para uma digestão saudável: a água e as fibras. Com a alta concentração de água, a fruta pode se transformar em um suco refrescante e nutritivo.
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A melancia também ficou famosa entre as crianças. Afinal, a fruta era o alimento mais consumido pela personagem Magali, de "A turma da Mônica", do autor Maurício de Sousa.
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A fruta é rica em fibras e a polpa amarela revela a presença do betacaroteno, substância que traz benefícios para o organismo.
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Uma outra opção que tem se expandido é a melancia amarela. Além da cor diferente, a fruta é mais doce e tem menos caroços do que a original.
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Na China, a cultura foi introduzida por volta do século X, enquanto na Europa, por volta do século XIII. Foi trazida para o Brasil por negros de origem Banto e Sudanesa no processo de escravidão.
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Originária das regiões secas, tem um centro de diversificação secundário no sul da Ásia. A domesticação ocorreu na África Central, onde a melancia é cultivada há mais de 5 000 anos.
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A Melancia (Citrullus lanatus) é uma planta da família Cucurbitaceae e também o nome do seu fruto. Trata-se de uma trepadeira rastejante originária da África.
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A melancia possui poucas calorias e uma pequena quantidade de fibras. Essa combinação atrelada a uma alimentação equilibrada e saudável, pode ajudar na perda de peso.
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Essa fruta também possui cucurbitacina E, um composto que, de acordo com alguns estudos, pode inibir o crescimento de células tumorais, promovendo a remoção das células doentes do organismo.
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O licopeno presente na melancia possui ação antioxidante e anti-inflamatória, de forma que impede a oxidação do colesterol LDL. Isso previne a formação das placas de aterosclerose e o desenvolvimento de doenças cardíacas, como infarto ou AVC.
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A citrulina é um aminoácido que pode melhorar o rendimento durante a prática de exercício. Essa fruta também contém potássio e magnésio, minerais importantes para prevenir a fraqueza muscular, melhorar a contração e as cãibras durante a atividade física intensa.
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A melancia contém citrulina, um aminoácido que poderia aumentar os níveis de óxido nítrico no organismo. Algo que ajuda a dilatar os vasos sanguíneos e, assim, favorecer a diminuição da pressão arterial.
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A composição desta fruta é rica em carotenoides, como o licopeno. Algo que ajuda a proteger a pele dos danos causados pelos raios de sol. Já os antioxidantes contribuem para prevenir o dano dos radicais livres e evitar o envelhecimento precoce.
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A melancia contribui para o bom funcionamento do sistema imune, já que estimula as células de defesa do organismo, devido ao fato de ser fonte de vitamina C e A. Elas atuam como antioxidantes, prevenindo o surgimento de doenças como gripes e resfriados.
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Assim, como as fibras são absorvidas lentamente, elas contribuem para um melhor funcionamento do trânsito intestinal, As pessoas que sofrem com diarreias ou prisão de ventre, podem optar pelo consumo de melancia para ajudá-las neste sentido.
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Além de ser rica em água, outro grande benefício da melancia é que ela é uma ótima fonte de fibras. O corpo humano não possui enzimas para digeri-las, o que faz com que elas passem intactas pelo intestino.
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A melancia é uma ótima opção de lanche nutritivo, pois é rica em nutrientes essenciais, como a vitamina C e a vitamina A. As vitaminas do complexo B também não ficam de fora, pois estão presentes as B3, B1, B2, B5 e B6.
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Outro aspecto importante desta fruta é a sua composição: 92% de água e apenas 6% de açúcar. Uma quantidade que não afeta negativamente os níveis no sangue.
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Cabe destacar também que a cor vermelha da melancia é devido à presença de licopeno, um composto com ação antioxidante.
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Além disso, a melancia é diurética e possui propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, anticancerígenas, digestivas e anti-hipertensivas.
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Afinal, esta fruta é rica em água, o que ajuda a manter o organismo e a pele hidratada. Isso também contribui para melhorar a retenção de líquidos e a prevenir a formação de pedra nos rins.
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Não só no verão, mas é sempre importante uma alimentação leve, com frutas e verduras, e muita hidratação. A busca é por alimentos nutritivos, que trazem benefícios à saúde e refrescam. Assim, a melancia cai bem.
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A melancia é considerada a melhor fonte alimentar de L-citrulina e, quanto mais madura, mais acumula o composto. “O teor na casca da melancia vermelha fresca varia entre 60 e 500 mg/100g, já a polpa contém de 40 a 160 mg/100g”, conta o nutricionista Diego Baião, pesquisador da UFRJ e primeiro autor da revisão.
O problema é que, para atingir a dose mínima eficaz da substância, que é de 2 a 3 gramas por dia, seria necessário consumir de 1 a 3 kg de casca ou de 3 a 5 kg de polpa por dia. É aí que a ciência e a tecnologia podem ajudar. “A produção de um pó permitiria concentrar maior quantidade da substância e dos demais compostos bioativos, além de facilitar o transporte e o armazenamento”, sugere.
Mas nem só de L-citrulina é composta a melancia. “Polpa e casca destacam-se pela baixa densidade energética e o fornecimento de carboidratos, vitaminas e minerais, enquanto as sementes contêm proteínas, lipídios e vitamina E”, conta a nutricionista Ana Clara Ledezma Greiner de Souza, do Einstein Hospital Israelita.
A versão vermelha, muito mais comum, acumula licopeno, e as melancias amarelas ofertam betacaroteno. Ambos são representantes dos carotenoides, uma família de pigmentos de potente ação antioxidante e que também desponta em estudos pela atuação cardioprotetora.
Há ainda outro grupo de fitoquímicos que coleciona evidências de efeitos em prol do coração: os compostos fenólicos. Trata-se de substâncias que os botânicos chamam de metabólitos secundários, produzidos para a proteção da espécie, preservando as estruturas da planta das variações do clima, bem como do sol e dos ventos.
Não bastasse ofertar compostos protetores, a fruta ajuda a refrescar e hidrata o organismo como poucos. Inclusive, relatos históricos revelam que ela serviu para matar a sede em travessias pelos desertos na África, seu continente de origem.
“O consumo pode contribuir para a manutenção do equilíbrio hídrico, especialmente em climas quentes e durante a prática de atividade física”, destaca Ana Clara. Isso porque, além de água, a melancia contém eletrólitos como potássio e magnésio. Graças aos açúcares diluídos no fruto, tem boa palatabilidade e permite a ingestão em maiores volumes sem impacto calórico significativo.
Mesmo com tantos atributos, porém, a melancia não é milagrosa. Evidências científicas indicam que nenhum alimento, de forma isolada, é capaz de prevenir ou tratar doenças. “A alimentação saudável é construída com equilíbrio, variedade e a interação entre diferentes nutrientes, sempre considerando a individualidade e os hábitos de vida de cada pessoa”, salienta a nutricionista Bárbara Valença Caralli Leoncio, também do Einstein.
A melhor maneira de incluir a melancia no dia a dia é na versão in natura. “Assim se preservam melhor os nutrientes”, afirma Ana Clara Souza. Suas fatias suculentas podem vir no café da manhã, como opção de sobremesa no almoço e jantar ou nos lanches entre as refeições.
Se a ideia é preparar receitas, vale apostar em suco, smoothie, picolé e até salada. “Combina com folhas, legumes frescos e queijos”, indica Ana Clara. Também dá para usar a casca. “Ela serve para fazer geleias e conservas, enquanto as sementes podem ser torradas e consumidas como um snack nutritivo”, sugere Diego Baião.
Uma dica para a hora da compra é preferir o fruto inteiro. Embora existam opções de melancia vendida em pedaços, é preciso tomar muito cuidado — se faltar higiene durante o manuseio da faca usada para o corte, por exemplo, a contaminação por micro-organismos nocivos pode comprometer seus benefícios.