Com os avanços da medicina veterinária e a conscientização dos tutores em prover uma alimentação mais equilibrada e saudável, a população canina teve sua expectativa de vida aumentada nas últimas décadas. Entretanto, o envelhecimento dos cãezinhos também eleva o risco de doenças associadas à idade, como o câncer.
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De acordo com a Veterinary Cancer Society (em tradução livre, Sociedade de Câncer Veterinário), um em cada quatro cães será diagnosticado com câncer, considerado a principal causa de morte entre aqueles que passaram da meia-idade. A neoplasia pode acometer qualquer raça, mas, de acordo com Denise Terenzi, coordenadora de medicina veterinária da Estácio BH, algumas têm maior predisposição, entre elas, Golden Retriever, Bernese, Boxer e Rottweiler.
“Até mesmo cachorros sem raça definida podem desenvolver a doença. Por isso, é importante realizar checapes periódicos, tanto para a prevenção como para garantir um diagnóstico precoce, que possibilitará um tratamento mais assertivo”, orienta.
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Os tumores mais comuns em cães são os de mama e pele, linfomas e hemangiossarcoma. “Um nódulo ou inchaço é o sintoma mais evidente, mas sangramentos, perda de peso sem razão aparente, mancar, feridas que não cicatrizam, diarreias ou vômitos também podem estar associados. O tratamento depende da localização e do tipo de câncer e pode englobar remoção cirúrgica, quimioterapia, outras medicações, radioterapia e tratamentos paliativos para estágios mais avançados”, descreve Denise.
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A médica veterinária salienta que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura. Embora a idade e a predisposição genética sejam importantes fatores de risco, os tutores devem adotar medidas preventivas, incluindo consultas periódicas, estímulo à prática de atividades físicas regulares, oferecer uma dieta adequada, seja por meio de ração de boa procedência ou alimentação natural, e a castração para prevenir cânceres do sistema reprodutivo.
