A presença de varizes nas pernas é uma condição comum que muitas vezes desperta lembranças de pais ou avós com o mesmo problema. Essa coincidência familiar levanta uma dúvida: afinal, as varizes são hereditárias? Segundo o cirurgião vascular Fábio Rocha, a resposta é sim. Existe uma tendência genética, mas esse não é o único fator determinante. “A genética pode aumentar a propensão para que as veias fiquem mais frágeis, dificultando o retorno do sangue das pernas para o coração”, afirma o médico.

Ele explica que a hereditariedade influencia a estrutura das veias e o funcionamento das válvulas que controlam o fluxo sanguíneo. Quando essas válvulas enfraquecem, o sangue tende a se acumular nos membros inferiores, causando inchaço e tornando as veias mais aparentes. No entanto, o especialista alerta que essa predisposição não é uma sentença.

“O que fazemos no dia a dia interfere diretamente na aparência e na saúde das veias. Entender essa combinação entre herança e estilo de vida é o primeiro passo para cuidar da circulação e evitar complicações”, ressalta.

Entre os fatores que aumentam o risco estão o excesso de peso, o sedentarismo e o tempo prolongado em pé ou sentado, sem pausas para movimentar as pernas. Nas mulheres, os hormônios e a gravidez também têm papel importante, pois podem enfraquecer as paredes das veias e aumentar a pressão sobre os vasos.

“Manter hábitos saudáveis faz toda a diferença, especialmente para quem sabe que há casos de varizes na família”, destaca Fábio Rocha. Atividades simples, como caminhar regularmente, movimentar-se durante o expediente e controlar o peso corporal, ajudam a preservar a circulação. Em alguns casos, o uso de meias de compressão é indicado para melhorar o retorno venoso.

Quando as varizes já estão instaladas, o tratamento deve ser individualizado. As opções variam de terapias minimamente invasivas, como a escleroterapia, até procedimentos cirúrgicos, conforme a gravidade do caso.

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“O que é indicado para um paciente pode não ser a melhor opção para outro. O ideal é buscar avaliação com um angiologista para que ele possa indicar a conduta mais adequada. Fazer um acompanhamento vascular regular é essencial para manter a saúde circulatória em dia e prevenir complicações futuras”, orienta o médico.

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