Psoríase: entenda a doença que a filha de Pocah foi diagnosticada
Condição é contagiosa? Pode afetar crianças pequenas? Tem cura? Quais são os sinais de alerta? Informação evita preconceito
compartilhe
SIGA
Após a cantora Pocah compartilhar que precisou adiar a festa de aniversário da filha devido a um quadro de psoríase, o tema ganhou repercussão e despertou dúvidas entre pais e responsáveis. Afinal, a psoríase é contagiosa? Pode afetar crianças pequenas? Tem cura?
Para esclarecer o que é mito e o que é verdade sobre a doença, a dermatologista Carla Vidal explica os principais pontos sobre o diagnóstico, especialmente quando ele acontece na infância.
- Diagnóstico de psoríase pode levar em média cinco anos, diz levantamento
- Psoríase afeta autoestima de pacientes e pode gerar inflamação das articulações
A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, de origem imunológica e com forte influência genética. Ela provoca lesões avermelhadas, descamativas e, em alguns casos, coceira, ardor ou desconforto. “É importante reforçar que a psoríase não é contagiosa. Não é uma infecção e não é transmitida pelo contato físico. Essa informação evita, inclusive, preconceito com a pessoa que é acometida pelo diagnóstico”, destaca Carla.
A seguir, a dermatologista compartilha o que é mito e o que é verdade sobre a doença:
Psoríase pode afetar crianças?
Verdade. Embora seja mais comum em adultos, a psoríase também pode surgir na infância. Uma parcela significativa dos pacientes apresenta os primeiros sintomas ainda na adolescência ou antes.
Em crianças, as lesões podem ter características diferentes das observadas em adultos e, por isso, muitas vezes são confundidas com dermatite atópica, alergias ou micoses.
Leia Mais
“O diagnóstico precoce é fundamental para evitar desconforto físico e impacto emocional. A criança pode sofrer com comentários, bullying ou constrangimento, especialmente quando as lesões ficam visíveis”, alerta Carla.
Psoríase é contagiosa?
Mito. A doença não é transmitida pelo toque, pelo compartilhamento de objetos ou pelo convívio social. “O preconceito ainda é um dos maiores desafios para quem convive com a psoríase. Informação é essencial para combater o estigma”, afirma.
Psoríase tem cura?
Mito. A psoríase não tem cura definitiva, mas tem controle.
Com acompanhamento dermatológico adequado, é possível reduzir significativamente as lesões e manter períodos prolongados de remissão. O tratamento varia de acordo com a idade e a gravidade do quadro, podendo incluir medicamentos tópicos, fototerapia e, em casos específicos, medicamentos sistêmicos ou imunobiológicos.
Fatores emocionais podem piorar o quadro?
Verdade. O estresse emocional é um dos principais gatilhos para o surgimento ou agravamento das crises.
“A pele é um órgão altamente sensível às emoções. Situações de estresse podem desencadear ou intensificar as lesões, tanto em adultos quanto em crianças”, explica a médica.
- Pesquisa revela novas pistas sobre a psoríase grave
- Mais de 50% dos brasileiros nunca foi a uma consulta de dermatologia
Sinais de alerta para os pais
A dermatologista orienta que pais e responsáveis procurem avaliação médica caso observem:
- Placas avermelhadas com descamação esbranquiçada na pele
- Lesões persistentes que não melhoram com hidratantes comuns
- Coceira frequente associada a áreas descamativas
- Lesões no couro cabeludo confundidas com “caspa intensa”
- Alterações nas unhas, como pequenas depressões (furinhos), descolamento ou espessamento
- Histórico familiar de psoríase
“O diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. Quanto antes iniciarmos o acompanhamento, maiores são as chances de controlar a doença e preservar a qualidade de vida da criança”, complementa a dermatologista, que diz que os sinais de alerta servem também para adolescentes e adultos.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
“A psoríase não deve ser motivo de isolamento ou exclusão social. Com tratamento adequado e acolhimento, a criança pode ter uma vida absolutamente normal”, ressalta Carla.