Publicidade

Estado de Minas FUSCA DO BITUCA

Cinco detalhes que você NÃO percebeu no Fusquinha azul do Milton Nascimento

Cantor publicou no Instagram o reencontro com o carro que era do seu pai. Totó, como o veículo foi apelidado, é um Fusca 1955 montado no Brasil


04/09/2021 04:00 - atualizado 05/09/2021 15:33

(foto: Reprodução do Instagram)
(foto: Reprodução do Instagram)

O cantor e compositor Milton Nascimento publicou no Instagram uma foto e um vídeo apresentando aos seus seguidores o seu Fusquinha azul. “Esse é o Totó, que foi do meu pai e agora veio aqui para a minha casa. Quantas histórias e lembranças esse reencontro me trouxe!”, escreveu na publicação.
A postagem teve grande repercussão, com volume de curtidas e comentários bem acima da média. Um dos comentários que chamaram a atenção foi o de Lô Borges, parceiro de Clube da Esquina, que falou: “Já viajei muito com o Bituca no Totó. Que maravilha! Saudades”. Um outro perfil ainda interagiu com o comentário de Lô: “E o jipe que amarelou? Manuel, o audaz, nos dê notícias”, se referindo ao famoso jipe de Fernando Brant, que fez a letra da música em parceria com Toninho Horta.
  
O artista Chaps Melo, criador do infantil Mundo Bita, também deixou seu comentário: “Você pega o Fusca azul, o sol na cabeça”, em alusão à canção “O trem azul”. Rogério Flausino, líder do Jota Quest, também interagiu com a postagem de Milton: “q lindo!! Eu amo Fusca!!!”.
 

O CARRO Totó é um Fusca 1955, equipado com motor 1.200 de 30cv de potência. A essa altura, o modelo ainda era apenas montado pela Volkswagen do Brasil, em regime de CKD, ou seja, com as peças vindas da Alemanha. A fabricação de fato do sedã só começaria em 1959.
Apesar da tentativa, não conseguimos detalhes sobre a história do veículo. De acordo com o bem informado Maxicar, o carro ficou guardado em uma propriedade da família desde a morte do pai de Milton, em 2010. Agora, o carrinho vai “viver” na casa de Bituca, em Juiz de Fora. O veículo é tão especial que se destaca tanto pela originalidade quanto pelos acessórios, e até em atualizações que recebeu ao longo de sua vida útil, como vamos destacar em cinco detalhes:
 
O acessório conhecido como orelha de padre substituiu as antigas setas do tipo %u201Cbananinha%u201D, que saltavam da coluna com a luz acesa(foto: Reprodução do Instagram)
O acessório conhecido como orelha de padre substituiu as antigas setas do tipo %u201Cbananinha%u201D, que saltavam da coluna com a luz acesa (foto: Reprodução do Instagram)
 

ORELHA DE PADRE Repare nas setas de direção na coluna B do Fusquinha. Trata-se do modelo conhecido como “orelha de padre”, um acessório que poucos conhecem, usado para substituir as antigas setas modelo “bananinha” . Este último modelo é mais conhecido e curioso por “saltar” da coluna com a luz acesa, para indicar uma conversão.
 
Até 1968, o Fusca não tinha retrovisores, o que leva a crer que o componente foi adaptado posteriormente no carro(foto: Reprodução do Instagram)
Até 1968, o Fusca não tinha retrovisores, o que leva a crer que o componente foi adaptado posteriormente no carro (foto: Reprodução do Instagram)
  
 
RETROVISOR ESQUERDO Até 1968, o Fusca não trazia retrovisor esquerdo de série (muito menos o direito). Provavelmente, essa bela peça cromada foi um acessório de segurança comprado em uma concessionária, o que era muito comum na época.
 
O vidro traseiro do Fusca já foi dividido em duas partes, depois virou peça única em formato ovalado, até ganhar tamanho maior no fim(foto: Reprodução do Instagram)
O vidro traseiro do Fusca já foi dividido em duas partes, depois virou peça única em formato ovalado, até ganhar tamanho maior no fim (foto: Reprodução do Instagram)
 

OVAL Você sabia que os primeiros Fuscas, no pós-guerra, nem tinham o vidro vigia traseiro? Com o tempo, com a necessidade de melhorar a visibilidade traseira, o modelo ganhou o vidro, primeiro no modelo Split, com o vidro dividido em duas peças. Só depois disso é que veio o modelo que equipa o carro herdado por Milton Nascimento, chamado Oval. Daí em diante, o vidro traseiro foi ficando cada vez maior, como na maioria dos Fuscas que vemos rodando pelas ruas.
 
O volante do Fusquinha do Bituca é uma raridade, conhecido como asa de morcego(foto: Reprodução do Instagram)
O volante do Fusquinha do Bituca é uma raridade, conhecido como asa de morcego (foto: Reprodução do Instagram)
  

ASA DE MORCEGO As imagens da postagem não mostram bem, mas esse modelo 1955 foi o último a trazer o belo volante tipo Asa de Morcego , item raro!
 
As rodas do Fusca 1955 são fechadas, ou seja, não trazem aqueles orifícios que ajudam a refrigerar o sistema de freios(foto: Reprodução do Instagram)
As rodas do Fusca 1955 são fechadas, ou seja, não trazem aqueles orifícios que ajudam a refrigerar o sistema de freios (foto: Reprodução do Instagram)
  

RODAS FECHADAS Repare que as rodas do Fusca 1955 não trazem as “janelas”, que são aquelas entradas usadas para refrigeração dos freios. No vasto “dicionário fuscológico”, essa característica é definida como “roda fechada”. As aberturas nas rodas só viriam em 1967, junto com o motor 1.300, “muito” mais potente, com 46cv.
 
 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade