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Chevrolet anuncia picape inédita fabricada no Brasil. Confira o que sabemos

Modelo inédito terá porte intermediário entre as compactas e as médias. Tudo indica que a Montana já deixou de ser fabricada, restando as unidades em estoque


15/05/2021 04:00

(foto: Chevrolet/Divulgação)
(foto: Chevrolet/Divulgação)


A Chevrolet anunciou a chegada de uma nova picape para sua gama no Brasil, mas não antes de 2022. A expectativa é que o veículo tenha porte intermediário, como a Fiat Toro e a Renault Oroch, como indicou Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul: "O modelo chegará para complementar a linha de picapes Chevrolet. Além disso, vai estrear um conceito completamente inovador para a marca no segmento de veículos utilitários".
 
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul decretou o fim da produção da Montana(foto: Chevrolet/Divulgação)
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul decretou o fim da produção da Montana (foto: Chevrolet/Divulgação)
 
 
A picape é derivada da plataforma GEM, que serve como base à família Onix e ao SUV Tracker. Por ser modular, o modelo terá entre-eixos bem maior que os 2,57 metros do Tracker, algo próximo dos 3 metros. Os conjuntos mecânicos serão os mesmos do SUV compacto: motor 1.0 turbo de até 116cv de potência e 16,8kgfm de torque; e um 1.2 turbo, com até 133cv e 21,4kgfm, para a versão mais cara.
 
Primeira geração da Montana, vendida entre 2003 e 2010, era baseada no Corsa de segunda geração(foto: Chevrolet/Divulgação)
Primeira geração da Montana, vendida entre 2003 e 2010, era baseada no Corsa de segunda geração (foto: Chevrolet/Divulgação)
 
 
Quanto ao visual, a aposta é que a picape inédita tenha uma dianteira semelhante à nova Trailblazer (diferentemente do SUV vendido no Brasil), mesclando um porte robusto com linhas esportivas. Como na Toro, o destaque é o conjunto óptico dividido, com os faróis integrados ao para-choque e luzes de rodagem diurna na parte de cima, alinhadas à grade.
 
A tendência é que a nova picape de porte intermediário substitua a Montana, que já exauriu sua vida útil e patina no mercado. Ao mesmo tempo, um segundo investimento em uma picape compacta não fecha a conta, já que o segmento foi tomado pela nova Fiat Strada. Fica a dúvida se a denominação Montana será usada para essa picape inédita, já que o modelo nunca figurou entre os preferidos do consumidor.
 
A nova picape será fabricada na planta de São Caetano do Sul e faz parte do atual plano de investimentos de R$ 10 bilhões para a renovação do portfólio e o desenvolvimento de novas tecnologias no Brasil. Como se trata de um projeto global, o modelo será exportado para o mercado latino a partir do Brasil.
 
Para receber a nova picape, a linha de montagem será preparada em várias etapas, para minimizar os impactos na produtividade da fábrica. O início da primeira fase está previsto para as próximas semanas. "Adicionar um produto totalmente novo numa linha de montagem ativa é sempre uma jornada complexa, principalmente diante dos desafios tecnológicos que o projeto impõe. Até por isso a preparação da fábrica será executada em diversos estágios, que levarão meses cada um deles", calcula Luiz Carlos Peres, vice-presidente de manufatura da GM América do Sul.

FIM DA MONTANA Enquanto a Chevrolet anunciava a chegada de uma picape inédita no mercado brasileiro, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul decretou o fim da produção da compacta Montana a uma publicação eletrônica. A informação existente é que o modelo deixou a linha de montagem, mas a Chevrolet nega que o modelo tenha “subido no telhado”.
 
A postura do fabricante é normal, já que ainda existe um estoque a ser vendido, mas os fatos apontam mesmo para o fim da produção da picapinha do finado Agile. O modelo “patina” em vendas há anos, em detrimento do sucesso da Fiat Strada e uma atuação discreta da mais que defasada Volkswagen Saveiro. A gradual perda de versões e a adoção de preços poucos competitivos também deram sinal de que a marca havia desistido do modelo.
 
O design da Montana não é apenas defasado devido aos quase 11 anos de produção sem grandes investimentos, sem atualização desde o lançamento da segunda geração, no fim de 2010, mas também devido ao visual do hatch Agile, modelo que durou muito pouco na gama da Chevrolet e se tornou irrelevante em sua história.
 
Vale lembrar que a primeira geração da Montana, vendida entre 2003 e 2010, era baseada no Corsa de segunda geração. Nessa troca, a picape passou por uma inusitada involução, abandonando a arquitetura C do Novo Corsa para abraçar a base da antiga picape Corsa (de primeira geração), que foi antecessora à primeira Montana. Mas o modelo tem seus méritos, como a capacidade de carga de 744 quilos e uma caçamba espaçosa.

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