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Estado de Minas CHEVROLET EQUINOX 1.5 MIDNIGHT

Performance sob medida

Utilitário-esportivo médio ganha nova opção de conjunto mecânico, com motor 1.5 turbo, câmbio automático de seis marchas e tração dianteira. Ao menos o preço ficou mais competitivo


postado em 22/02/2020 04:00 / atualizado em 21/02/2020 17:30

(foto: Adriano Sant'Ana/EM/D.A Press)
(foto: Adriano Sant'Ana/EM/D.A Press)

Para se dar bem entre os SUVs médios, o alvo a ser abatido é o Jeep Compass. Se somarmos o volume de todos os demais concorrentes do segmento, não se chega a metade das vendas deste modelo. Para aumentar suas chances, o Chevrolet Equinox ganhou novas versões de entrada, que passaram por uma simplificação mecânica, tendo perdido o tão festejado motor 2.0 turbo de Camaro (com 262cv de potência e 37kgfm de torque), a tração integral sob demanda e o câmbio automático de nove marchas. Mas, será que ainda assim o utilitário-esportivo fabricado no México dá caldo e é capaz de fazer frente à concorrência?
 
Bom, até aqui, apesar dos bons atributos, o Equinox não conseguiu cair nas graças do consumidor. Mesmo tendo chegado um ano depois, o Volkswagen Tiguan Allspace fechou 2019 com o triplo de suas vendas. Os números do Equinox “batem” mesmo com os do Kia Sportage, que pertence a uma marca que ficou pequena no Brasil, não condizendo com um SUV do fabricante que mais vende no Brasil. Testamos o Equinox 1.5 na versão estilosa Midnight, com carroceria e quase todos os demais componentes em preto, incluindo as rodas de 19 polegadas.
 
Com carroceria e quase todos os demais componentes em preto, incluindo as rodas de 19 polegadas, pacote Midnight deixa o SUV médio com cara de malvado(foto: Adriano Sant'Ana/EM/D.A Press)
Com carroceria e quase todos os demais componentes em preto, incluindo as rodas de 19 polegadas, pacote Midnight deixa o SUV médio com cara de malvado (foto: Adriano Sant'Ana/EM/D.A Press)

Um dos principais atributos do Equinox é o espaço interno, que permaneceu intacto. O banco com ajustes elétricos (incluindo lombar) e o volante com regulagem em altura e distância garante que o motorista vai encontrar uma boa posição para dirigir. O acabamento tem tapetes acarpetados, plástico emborrachado e bancos em couro, mesmo material usado em parte do painel e nas portas. A boa vida dos bancos dianteiros também está disponível no banco traseiro, onde três passageiros viajam com relativo conforto graças ao bom espaço para pernas e o assoalho plano. Esses ocupantes também contam com iluminação e climatização próprios, além de duas tomadas USB e uma de 12V.
O porta-malas tem bom espaço (mas não chega a ser referência no segmento), abrigando também o estepe temporário e um compartimento para objetos pequenos abaixo de sua base. Além de ganchos para amarração, iluminação e tomada de 12V, o compartimento de carga pode ser expandido rebatendo o banco traseiro, formando uma superfície plana (desde que o apoio de cabeça central seja removido!). Vale destacar os comandos para o rebatimento do banco, posicionados de forma acessível à direita do porta-malas, não precisando ir até o habitáculo para fazê-lo.
 
(foto: Adriano Sant'Ana/EM/D.A Press)
(foto: Adriano Sant'Ana/EM/D.A Press)

RODANDO Bom, se a vida a bordo pouco mudou em relação à versão de topo, quanto ao desempenho não podemos desprezar a perda de 90cv de potência e de praticamente 10kgfm de torque. Ainda assim, o motor 1.5 turbo proporciona muito prazer ao volante do Equinox (é que o propulsor 2.0 turbo é sobredimensionado mesmo para um SUV grandalhão), com uma “tocada” dinâmica graças ao bom casamento com o câmbio automático. Mas tudo tem um preço, e, neste caso, é o alto consumo de combustível.
 
A transmissão de seis marchas nunca deixa a performance cair, se antecipando à necessidade de reduzir marchas e deixar as rotações ideais para fornecer respostas rápidas sempre que o acelerador é provocado para retomadas e ultrapassagens. O botão localizado na alavanca de câmbio desestimula as trocas manuais de marcha. Já a perda da tração integral sob demanda compromete o comportamento do Equinox em curvas mais “quentes”. Com a tração dianteira, a capacidade de fazer curvas fica mais a cargo da suspensão, que ao menos manteve a boa configuração multilink na traseira, que alia bem conforto aos ocupantes e estabilidade.

CONTEÚDO Ao todo, com o novo conjunto mecânico e a perda de equipamentos, o SUV médio perdeu nada menos que 142 quilos, o que também contribui com seu bom desempenho. As dimensões generosas do modelo só não ajudam na hora de fazer manobras, quando o Equinox não se mostra muito ágil. Ao menos a direção com assistência elétrica é bem leve em manobras. Quanto ao conteúdo, quem conhece a versão de topo do Equinox talvez sinta falta do teto solar panorâmico e do porta-malas com abertura e fechamento elétricos. O pacote Midnight é baseado na versão de entrada 1.5 LT (R$ 129.990), e também não conta com sistemas semiautônomos como alertas de colisão frontal, movimentação traseira, ponto cego e permanência na faixa, frenagem automática de emergência, assistente de estacionamento e farol alto adaptativo.

CONCORRENTES Entre os concorrentes, existe um relativo equilíbrio de conteúdo. O Volkswagen Tiguan Allspace 250 TSI (R$ 129.990) é o mais em conta, mas fica devendo bancos revestidos em couro, ajustes elétricos no do motorista e chave presencial. Já o Jeep Compass 2.0 Longitude (R$ 132.990) não traz banco do motorista com ajustes elétricos, ar-condicionado para o banco traseiro, além de trazer apenas airbags dianteiros. Os dois outros concorrentes trazem preço acima dessa média. O Peugeot 3008 custa a partir de R$ 149.990 na versão 1.6 THP Allure, se destacando apenas pelo teto solar panorâmico. O Kia Sportage 2.0 EX (R$ 141.990) tem pacote quase idêntico ao do Equinox testado.


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