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Estado de Minas HYUNDAI HB20 1.0 TGDI DIAMOND PLUS

De queridinho a patinho feio

Testamos a versão topo de linha do hatch compacto, que traz novidades polêmicas no visual, bom conjunto mecânico e pacote de equipamentos de série com recheio caprichado


postado em 26/10/2019 04:00

(foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)
(foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)


O Hyundai HB20 mudou, mas para alguns não agradou. Ele é o segundo modelo mais vendido no mercado brasileiro e sempre fez sucesso, principalmente, pelo visual mais ousado e pacote de conteúdo. Mas agora, na nova geração, o hatch compacto causou certa polêmica, já que suas novas linhas decepcionaram uma parcela dos fãs. O certo é que de perto o novo HB20 é bem mais interessante e não decepciona no desempenho e nem no pacote de equipamentos, principalmente na versão topo de linha, testada pelo VRUM. Confira!
 
Apesar de ter mantido a plataforma anterior, mas com alguns reforços estruturais e com aumento nas dimensões (3cm na distância entre-eixos), o novo Hyundai HB20 chega com o visual modificado. Mantém a mesma proposta do estilo coreano, mas traz uma grade frontal mais ampla, com grande entrada de ar e moldura cromada, que tem sido um dos pontos principais das críticas. Os mais severos dizem que a nova grade deu ao hatch um aspecto triste, pra baixo. Realmente, o modelo ganhou um formato em cunha na frente, com a parte inferior do para-choque mais rebuscada, conferindo discreta esportividade. Ali, um elemento horizontal em preto une os dois nichos que abrigam os faróis de neblina.
 
A distância entre-eixos do hatch foi aumentada em 3cm, e a carroceria ganhou novos vincos(foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)
A distância entre-eixos do hatch foi aumentada em 3cm, e a carroceria ganhou novos vincos (foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)
 
 
Os faróis têm desenho mais alongado, com um projetor e luz diurna de LED. Os cincos aparecem no capô e nas laterais, onde são mais marcantes. As janelas trazem uma moldura preta que se estende até a coluna C, transmitindo a ideia de desconexão do teto, que parece flutuante, com a parte inferior da carroceria. O teto tem um afundamento central, para otimizar o aspecto aerodinâmico. A traseira também foi modificada, ganhando vidro mais estreito e colunas mais largas, que comprometem a visibilidade. As lanternas traseiras têm novo desenho e agora ficam rentes à carroceria, invadindo a tampa do porta-malas e as laterais, mas não usam LED.

ESPAÇO O porta-malas, com 300 litros de capacidade, está na média do segmento, e conta com revestimento e iluminação. O estepe fica dentro do compartimento de bagagem, na parte inferior. A versão Diamond Plus, topo de linha, tem chave presencial, que pode permanecer no bolso, mas para abrir a porta é preciso apertar um pequeno botão de plástico na maçaneta, liberando as outras. Nos bancos dianteiros, motorista e passageiro se acomodam com conforto, com assentos que apoiam bem as pernas e encostos com abas laterais e apoios de cabeça ajustáveis em altura. O banco do motorista traz ainda regulagem de altura e os comandos do painel e e portas estão bem localizados.
 
Lanternas traseiras não têm mais as lentes em alto relevo, mas não usam LEDs(foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)
Lanternas traseiras não têm mais as lentes em alto relevo, mas não usam LEDs (foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)

 
O volante conta com ajustes de altura e distância, e ainda traz comandos para o áudio, telefone e controlador de velocidade, além de aletas para mudanças de marchas. O banco traseiro tem bom espaço, com assento que apoia bem as pernas, mas só para quem senta nas extremidades. No meio, as pernas ficam levantadas e não apoiam corretamente, apesar de o túnel do assoalho ser mais baixo. O console entre os bancos dianteiros invade um pouco o espaço traseiro e não traz entradas USB e nem saídas de ar-condicionado para quem senta no banco traseiro, que tem encosto bipartido e conta com todos os itens de segurança, inclusive Isofix para fixação de cadeiras infantis.

ACABAMENTO O acabamento interno é feito com plástico duro marrom no painel e nos painéis de portas, mas o material aparenta boa qualidade. Os bancos são revestidos em couro marrom com costura azul, e o mesmo material aparece também em detalhe nos painéis das portas. Outro detalhe em azul brilhante aparece na faixa que atravessa parte do painel, que tem desenho simples. O painel de instrumentos traz um conta-giros analógico e uma tela digital com o velocímetro, o marcador de combustível e o computador de bordo. Mas o acesso às informações é feito por meio de uma haste junto ao painel. Pouco prático.
 
Do lado esquerdo do painel o motorista tem teclas para ativar/desativar o stop&go, o controle de manutenção de faixa (que emite sinais sonoro e luminoso), o controle de estabilidade e o alerta de colisão frontal com frenagem automática. Um pacote de sistemas de auxílio à condução não muito comum neste segmento.
 
Interior tem acabamento na cor marrom com detalhes em azul, e comandos bem localizados(foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)
Interior tem acabamento na cor marrom com detalhes em azul, e comandos bem localizados (foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)
 

DIRIGINDO O motor 1.0 turbo também passou por modificações e ganhou injeção direta de combustível, ficando ainda mais eficiente. O propulsor garante bom torque em baixas rotações, já a partir de 1.500rpm, proporcionando ao hatch agilidade no trânsito urbano. Responde bem às acelerações e proporciona retomadas de velocidade com segurança na estrada. Basta fazer o kick down (afundar o pé no acelerador) para ter uma reposta imediata. Mas quando o giro sobe, o motor tem funcionamento áspero.
 
O câmbio automático de seis marchas permite trocas na própria alavanca ou nas aletas atrás do volante, mas não conta com a posição S, que permite mudanças em giros mais altos. No modo manual, o câmbio deixa o hatch mais esperto, enquanto na posição D proporciona uma condução mais confortável, sem trancos nas mudanças e sem trocas desnecessárias. O modelo traz ainda o providencial assistente de partida em rampa, que não deixa o carro recuar em arrancadas em vias íngremes. Com etanol no tanque, o computador de bordo registrou um consumo de 7,4km/l em percurso misto cidade/estrada.
 
A direção com assistência elétrica foi bem calibrada, com cargas bem definidas para manobras e em velocidades mais elevadas, garantindo segurança. O diâmetro de giro é bom e facilita as manobras de estacionamento, que são otimizadas pela câmera de ré e sensores. As suspensões são mais firmes e transferem um pouco das irregularidades do solo para a cabine, mas sem ser desconfortável. Por outro lado, garantem boa estabilidade em curvas. O sistema de freios, com discos e tambores associados à eletrônica, atuaram de maneira segura e eficiente.

CONCORRENTES O Hyundai HB20 é vendido na versão de entrada 1.0 Sense (motor aspirado) por R$ 46.490, na intermediária 1.6 Vision por R$ 57.990, e na topo de linha 1.0 TGDI Diamond por R$ 73.590. Já a Diamond Plus, a mais completa, chega aos R$ 77.990 trazendo todos os equipamentos citados como itens de série. Ela concorre com o novo Chevrolet Onix 1.0 turbo Premier, que será lançado ainda este ano, mas que tem preço de R$ 71.580, com seis airbags, sistema multimídia MyLink 3 com OnStar e wi-fi, controle de velocidade de cruzeiro, chave presencial, faróis automáticos, câmera de ré, carregador wireless para o celular, rodas de 16 polegadas, luz de posição e lanternas em LED, assistente de estacionamento semiautônomo e sensor de ponto cego.
 
Já o VW Polo 200 TSI Highline, por R$ 76.990, traz assistente de partida em rampa, sensor de estacionamento traseiro, controle automático de velocidade, quatro airbags, ar-condicionado digital, controle eletrônico de estabilidade (ESC), controle de tração (ASR) e bloqueio eletrônico do diferencial (EDS), luz diurna em LED ao lado dos faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas, sistema de som touchscreen Composition Touch com App-connect, e volante multifuncional revestido em couro com shift paddles. O Hyundai hb20 é um pouco mais caro, mas é bem completo e tem garantia de cinco anos.


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