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Estado de Minas

Asa para rodar

Estradeira ganha versão mais enxuta e compacta, mas conserva o motor de seis cilindros boxer, malas laterais, sistema de som, quatro modos de pilotagem e marcha a ré elétrica


postado em 20/07/2019 04:16

Motor com seis cilindros boxer funciona sem vibrações e fornece 17,3kgfm de torque(foto: Rafael Gagliano/Honda/Divulgação)
Motor com seis cilindros boxer funciona sem vibrações e fornece 17,3kgfm de torque (foto: Rafael Gagliano/Honda/Divulgação)


Quando foi lançada, em 1975, a Honda Gold Wing (Asa Dourada) tentava cativar um público de viajantes de longas distâncias. Seu motor incomum – um quatro-cilindros contrapostos (boxer) com 999cm³ de cilindrada e refrigeração líquida – proporcionava um bom desempenho. Porém, o conceito nasceu antes, em 1972, com o projeto secreto Gran Turismo. Batizado de M1, o modelo era equipado com um nervoso motor de seis cilindros também contrapostos, que, entretanto, só viria substituir os quatro cilindros a partir de 1988, já com capacidade aumentada para 1.500cm³.
 
Curiosamente, o conforto para viagens de longas distâncias para piloto e garupa – carenagens, para-brisa, além das malas laterais e a central – só foram incorporadas em 1980. Agora com 44 anos de história, a Gold Wing se reinventa, mas no sentido oposto: uma versão apelidada de Bagger traz visual mais “pelado” e leve, mantendo as malas laterais e suprimindo a central (top box), além de uma traseira mais baixa. É o contrário da versão Gold Wing Tour, que conserva todas as malas e inclui câmbio DCT de sete marchas.

MOTOR O motorzão de seis cilindros boxer (comum entre as duas versões) tem potência de 126cv a 5.500rpm e torque de nada menos que 17,3kgfm a 4.500rpm, força para retomar velocidade em sexta e última marcha, mesmo em velocidades reduzidas. Situação cômoda nas estradas. Outras mordomias disponíveis são a adoção do para-brisa com regulagem elétrica na altura e na inclinação, além do piloto automático (cruise control) e do assistente de partida em subida (que impede a moto de voltar nas arrancadas), marcha a ré elétrica para manobras e manoplas aquecidas.
 
O modelo também conta com sistema de monitoramento da pressão dos pneus e quatro modos de pilotagem: o modo Tour explora a potência, mas deixa os freios e suspensões em modo convencional; no modo Sport, o motor ganha aceleração, as suspensões ficam mais rígidas e os freios mais ariscos; no modo Rain, o motor fica mais progressivo e as suspensões mais macias; e no modo Econ, o motor privilegia a economia de combustível, enquanto as suspensões se ajustam para uma regulagem padrão.

ANDANDO As leis da física dão uma “mãozinha” na hora de rodar. Embora o veículo tenha volume e dimensões avantajadas, com o peso atingindo 348 quilos a seco (mesmo com a adoção de quadro e balança da suspensão traseira em alumínio), o motor boxer fica tão próximo ao solo, que o centro de gravidade é baixo, facilitando o equilíbrio, que vem com extrema facilidade, mesmo em tocadas mais fortes. Equipado com 24 válvulas, o motor funciona liso e sem vibrações, mas com um ronco propositalmente orquestrado pelos novos escapes redimensionados.
 
As suspensões permitem uma condução surpreendentemente esportiva. Na dianteira, o sistema double wishbone liga o garfo ao quadro diretamente (com 110mm de curso), eliminando vibrações e o mergulho da dianteira nas frenagens. Na traseira, sistema mono com 105mm. A Gold Wing Bagger conta ainda com freios ABS, iluminação em LED, chave inteligente, tomada USB e sistema de som. O painel com tela TFT de 7 polegadas conta com sistema Aplle Carplay, que permite conectar o celular e utilizar aplicativos de navegação e música. O peço sugerido é de R$ 139.281.

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