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Estado de Minas

Chucrute com pimenta

Além dos 400cv que fazem o bólido voar baixo, maior atrativo é o som do motor 2.5 turbo de cinco cilindros. Preço cobrado é alto e o conteúdo de série poderia ser mais generoso


postado em 13/04/2019 05:06

(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)


A concorrência entre as marcas premium alemãs – Mercedes-Benz, Audi e BMW – é tão acirrada, que é só uma lançar um modelo ou versão para a outra criar um veículo com a mesma proposta. Qual é a utilidade de ter na garagem um sedã compacto de 400cv de potência? Pois as três marcas oferecem produtos com esse perfil. Testamos o Audi RS 3 Sedan, versão nervosa do A3 inédita por aqui, lançada em 2018 junto com a tradicional carroceria Sportback. Mas vale lembrar que a família de compactos A3 não está longe de ganhar nova geração, então fique esperto pra não comprar uma batata quente, não sem um belo desconto.


A roupagem esportiva é relativamente discreta: grade em preto brilhante com as insígnias “RS” e “quattro”, para-choque mais agressivo com spoiler integrado, minissaias laterais, rodas de 19 polegadas calçando pneus de perfil baixo, parte do teto, saída de escape dupla integrada ao extrator, capa do retrovisor e aerofólio em preto brilhante. Já o interior traz bancos esportivos, com apoios laterais, revestidos em couro com costura vermelha, além do volante com base achatada, gentilmente coberto em alcântara (uma espécie de camurça sintética) nas laterais, com ótima empunhadura.


O quadro de instrumentos é digital, possibilitando várias configurações para informações como navegação e telefonia, com destaque para o modo esportivo (exclusivo da versão), que traz ao centro o relógio do conta-giros, com o velocímetro digital no meio. A versão também traz de exclusivo informações como Força G, tempo de volta e dados do motor (potência e torque instantâneos). O espaço interno é bom, mas o banco traseiro só oferece conforto para dois passageiros, já que o túnel do assoalho é volumoso. Ao menos há saídas de ar-condicionado exclusivas. Talvez devido ao teto solar, passageiros mais altos podem ter problemas de espaço atrás. Os bancos dianteiros oferecem ajuste elétrico lombar e extensor com regulagem manual. O porta-malas é razoável para um compacto, com maior aproveitamento em profundidade do que em altura. Sob o assoalho do compartimento de bagagem, um kit de reparo de pneus compensa a falta do sobressalente. O veículo é baixo e exige esforço para entrar e sair.

ACELERANDO Apesar da força bruta do motor 2.5 turbo – com 400cv de potência e 48,9kgfm de torque –, o RS 3 é um carro dócil na cidade, sem susto em situações em que é necessário dosar melhor a aceleração. Mas esse carrinho nasceu mesmo foi pra voar baixo, até mesmo em pistas de corrida, para quem tem paciência com o ambiente de um track day. O ronco grave do motor de cinco cilindros é o melhor da festa, se manifestando nas esticadas, trocas de marcha e reduções. Se a demanda for correr, basta cravar o pé no pedal da direita para atiçar a fera que mora dentro do capô. Com torque máximo disponível aos 1.700rpm, a resposta do motor é imediata. O bólido é um raio nas arrancadas e retomadas. O “temperamento” do veículo pode ser controlado a partir do Audi Drive Select, que ajusta vários parâmetros – mapeamento do conjunto mecânico, peso do volante e até o ruído do motor – de acordo com o perfil selecionado: Comfort, Auto, Dynamic e Individual.


A transmissão é à prova de críticas: câmbio automatizado de dupla embreagem de sete marchas, com opção de trocas manuais por shift paddles, e tração integral quattro, com distribuição variável de potência. Isso pode ser traduzido em performance e estabilidade. O RS 3 anda sobre trilhos. A suspensão é 2,5cm mais baixa que o modelo convencional, exigindo baixa velocidade sobre piso irregular e cautela em rampas. A suspensão traseira multilink reforça a estabilidade desse foguetinho, ao mesmo tempo em que tem bom compromisso com o conforto, o que não é prioridade em um veículo tão veloz. Os pneus de perfil baixo é que não ajudam nessa demanda. Os pneus têm medida 255/30 na dianteira e 235/35 na traseira. Outra diferença em relação ao A3 é a bitola do eixo dianteiro, que é 20mm mais larga. Os freios são a disco nas quatro rodas, com 310mm de diâmetro.

CONCORRENTES Para começo de conversa, os concorrentes do RS 3 têm estilos bastante diferentes. Enquanto o representante da Audi é um sedã legítimo, com três volumes bem definidos, o BMW M2 Competition é um sedã de duas portas com pretensão de cupê (pelo teto arqueado), e o Mercedes-Benz AMG CLA 45 4MATIC é quase um cupê de quatro portas. Quanto ao desempenho, o três são bólidos realmente esportivos, dignos de seus sobrenomes (RS, M e AMG). O representante da BMW se destaca pelo torque, com cerca de 8kgfm a mais. Já o Mercedes-AMG tem motor “menor”, porém, mais econômico.


O modelo testado é um meio-termo quanto à performance, mas é o menos caríssimo. Em compensação, é o menos equipado, com destaque para a chave presencial, vários airbags, freio de estacionamento elétrico com auto hold, teto solar, multimídia com GPS. Por módicos R$ 5 mil (troco de bala perto do preço do carro), acrescentam-se “autonomices” como controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC) e Pre-Sense frontal. O Mercedes-AMG custa um pouco mais, porém é o mais bem equipado, com destaque para aquecimento nos assentos, faróis adaptativos, bancos dianteiros com ajustes elétricos, ACC e assistente de estacionamento. O BMW é o mais caro, se destacando pelo assistente de permanência na faixa.


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