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O lado nerd dos carros

Mostra americana de eletrônicos tem atraído cada vez mais fabricantes de veículos, que visam divulgar conceitos como conectividade e automação para um novo público


postado em 12/01/2019 05:05

Conceito BMW Vision iNEXT(foto: bmw/divulgação)
Conceito BMW Vision iNEXT (foto: bmw/divulgação)

 

 

A indústria automotiva já adotou a CES, Consumer Electronics Show, evento realizado em Las Vegas (EUA) entre 8 e 11 de janeiro, como um dos palcos para divulgação de novas tecnologias em veículos. Conceitos como hiperconectividade (afinal de contas, o velho rádio AM já servia para não deixar você ilhado), compartilhamento e automação são valores que tocam mais as novas gerações, em detrimento do velho público dos salões automotivos, que ainda se impressionam com carros velozes, um design sensual e a pretensa liberdade que um veículo automotor pode lhe proporcionar.


Um bom exemplo é o da Mercedes-Benz, que escolheu o evento para lançar o novo CLA, um produto importante para ganhar novos clientes, já que dois terços de seus compradores nos Estados Unidos vieram de outras marcas. O evento é estratégico porque, naquele país, os compradores da CLA são cerca de 10 anos mais novos que o cliente típico da marca, comportamento semelhante ao da Europa. E o que o novo modelo oferece para este consumidor? Um sistema multimídia dotado de inteligência artificial, o Mercedes-Benz User Experience, que interage com o motorista por comandos de voz e até gestos. Outra novidade do CLA são funções semiautônomas de assistência à condução.


A Nissan apresentou o Leaf e+, edição (por enquanto) limitada que traz um novo conjunto de baterias com 62kWh de energia (a atual tem 40kWh), que rende mais 136 quilômetros de autonomia ao veículo no ciclo WLTP, que indica o consumo mais próximo da realidade encontrada nas ruas. Mesmo ganhando uma considerável capacidade de armazenamento de energia, as baterias não ficaram muito maiores, somando apenas 5 milímetros de altura. Por enquanto, esta versão, com 458 quilômetros de autonomia, será oferecida apenas na Europa, limitada a 5 mil unidades. A Nissan ainda destaca o conceito Invisible-to-Visible (I2V) acoplado a um óculos de realidade aumentada, mesclando o real e o virtual para tornar visível o que a olho nu está invisível. Assim, por meio de um mapeamento de 360 graus, é possível enxergar o que está por trás de edifícios para driblar possíveis obstáculos, ter uma melhor visibilidade durante um temporal e até encontrar uma vaga para estacionar.


A Toyota destacou a evolução do TRI-P4, veículo baseado no Lexus LS500h usado para pesquisas de automação. Os estudos contemplam duas vertentes. Enquanto o projeto Guardian pretende desenvolver sistemas semiautônomos, que auxiliam o motorista, o Chauffeur visa desenvolver um sistema 100% autônomo. Entre as evoluções do veículo, destaque para a nova geração de computadores, sensores e câmeras, que são os olhos e o cérebro do sistema.
A FCA lançou o Chysler Pacifica Hybrid autônomo, com sistema plug-in de alimentação da bateria. O veículo está equipado com o Hybrid Electric Pages, integrado à central multimídia de 8,4 polegadas, que traz informações úteis ao motorista e acesso a programas de recarga. O grupo também destaca o novo sistema Uconnect com tela de 12 polegadas, que equipa a nova Ram 1500.


A Ford anunciou que pretende oferecer a tecnologia de comunicação do veículo-com-tudo (V2X) em todos os seus veículos novos nos Estados Unidos a partir de 2022. Trata-se de uma tecnologia de comunicação sem fio que permite aos veículos “ouvir” e “conversar” uns com os outros, com os pedestres e com a infraestrutura de trânsito para transmitir informações de segurança e ajudar a criar um sistema de transporte inteligente e conectado. O sistema foi planejado para operar com a rede de celular 5G.


A BMW destacou o conceito Vision iNEXT, com produção em série prevista para 2021, experiência de condução totalmente conectada, autônoma e livre de emissões. O veículo oferece dois tipos de experiência, uma em que o motorista assume o controle de um carro elétrico, enquanto na segunda o modo autônomo entra em cena e a cabine se transforma em um espaço de convivência, interação e produtividade. Outra atração da marca é o protótipo de motocicleta autônoma da BMW Motorrad, baseada na maxi trail BMW R 12000 GS e capaz de fazer manobras sem piloto.

 

 

 


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